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DOC , TOC, Distúrbio ou Transtorno Obsessivo Compulsivo, Cleptomania, Sexo Compulsivo, Compras Compulsivas, Tricotilomania, Tourette, etc. O tratamento da Tricotilomania é sempre longo. Dificilmente a melhora começa nos primeiros 2 meses de tratamento. É muito comum as portadoras desistirem no meio do tratatamento  

Depoimentos em Tricotilomania

Página 1 P 2 P 3 P 4 P 5 P 6 P 7 P 8  P 9  P 10  P 11 P 12  P 13   Perguntas e Respostas

 

 

 

Para começar gostaria de agradecer esse site que tanto me ajudou na luta contra a Tricotilomania. Venho de uma família humilde que tentou da forma que sabiam tratar meu problema , nunca conseguindo , sofri muito e durantes muitos anos , tenho 32 e comecei com 8 aproximadamente , sempre com é poucas normais e surtos grandes , comecei com cabelo da cabeça , mas logo eram todos os fios do corpo , braços , pernas até nariz , qd moça , passei a tirar os pubianos , o que era mas discreto socialmente , porém me criou vários problemas que nunca consegui contar para nenhum namorado. Minha família se acostumou com a idéia de eu ser diferente , nada faziam , as vezes se quer notavam que eu estava em surto , isso para mim era pior eu escondia de todos , sozinha entrava em transe puxando os fios . Depois que conheci o site , procurei uma psiquiatra do plano de saúde m, que tinha pouco conhecimento sobre Tricotilomania , só ajudou dizendo que fazia parte de doc , foi a dica comecei a pesquisar na Internet , estou tomando o remédio a quase um ano , estou praticamente livre deste ato mas ainda tenho recaídas , pequenas meu convívio com as pessoas sempre foi um pouco falso pois essa parte da minha vida que tanta dor me causa eu escondo por medo do julgamento , espero e um dia poder falar disso livremente , gostaria de acrescentar que ganhei um cachorro , que tem sido um grande aliado nesta luta , para quem puder experimentar esse recurso aposto como vai adorar , ele está sempre conosco , nos distraindo dos pensamentos obsessivos . Beijos para todos , eu os amo , e espero que saiamos dessa logo . Andréa.

Lendo este site, procurando algumas respostas para meu pai que é esquizofrênico, constatei que sofro de Tricotilomania . Tenho 20 anos e faz uns 4 anos que arranco os cabelos , porém não prejudiquei o bulbo pois quando estou arrancando seguro uma parte do fio do cabelo assim não o arranco por completo apenas o arrebento , por conseguinte o meu cabelo esta completamente arrebentado. Faço isso diariamente ,mas não na frente de pessoas para elas não se assustarem ,mas já aconteceu vezes que eu não consegui me controlar. Ninguém percebe o meu problema pois pinto o cabelo e digo que o estado do meu cabelo se deve a tinta. Estou quase sem cabelo meu cabelo bate no ombro, completamente arrebentado. Não sabia que tinha um nome especifico , achava que era apenas mais alguma das manias que tinha. E que apenas eu sofria dessa mania bizarra. Agora sei que é caso de psicólogo , e não quero que piore até acontecer o pior e prejudicar o crescimento do fio. Obrigada por fazerem um site tão esclarecedor. E para as pessoas que tem o mesmo problema deixo aqui um abraço e quero que saibam que torço para vocês conseguirem superar , assim como eu irei conseguir nem que para isso seja necessário amarrar as minhas mãos

Eu descobri o site ontem, quando então resolvi pela primeira vez buscar ajuda para colocar um ponto final nesta obsessão. Busquei pelo yahoo com a palavra chave "comer cabelo" e fiquei impressionada com a quantidade de matérias a respeito. Sou de São Paulo, tenho 26 anos e sofro desde os 15 aprox., não tenho certeza. Nem sabia o nome desta doença e, como nos outros depoimentos, minha casa também vive cheia de fios de cabelo, tenho falhas que tento encobrir e estou desesperada em busca da cura, além de arrancar, quebro e como os fios de cabelo, sendo que gosto de quebrá-los na boca, sem engolir. Mesmo escrevendo, é muito difícil relatar o que me ocorre, a vergonha é muito grande, o que me conforte hoje é exatamente saber que existem, infelizmente, outras pessoas na mesma situação e com quadros tão idênticos, escrevi para poder me ajudar e ajudar a outras pessoas também, com certeza vou procurar vencer, desde ontem a noite, quando entrei no site, minha vida já mudou muito!

Resolvi escrever após ler os depoimentos e descobrir que tem tantas estórias parecidas (até demais) com a minha. Tenho 32 anos e sofro de Tricotilomania. desde os 8 anos. Não era nada perceptível, nunca ninguém notou, até eu me casar, aos 17, e entrar em Depressão. Aos 18, eu já não controlava mais essa mania. Apareceram áreas com Alopecia e começaram as perguntas e os comentários. O pior é que as pessoas não acreditavam em mim quando dizia a verdade, achavam que era mentira, então decidi evitar o assunto ou simplesmente desviar a conversa e percebi que era um problema só meu e cabia a mim resolvê-lo, ou pelo menos tentar, pois para os outros era mais fácil acreditar que eu sofria de queda de cabelo. Sofri preconceitos, não diretos, até pela minha postura de evitar o assunto, mas ouvia "comentários": me fingia de morta, por mim eles podiam se retorcer de curiosidade, tinha certeza que se esses ignorantes soubessem a verdade, eu sofreria muito mais preconceitos e isso iria me machucar e deprimir muito mais. Foi a forma que encontrei para sobreviver. Outro recurso usado foi usar o cabelo preso, assim evitava comentários e também tirava menos cabelo, conseguindo, assim, levar uma vida em sociedade quase normal, é claro que deixei e deixo de fazer muitas coisas que gostaria, mas pelo menos posso passar quase como uma pessoa comum, é claro que sempre tem aquele xereta intrometido, mas foi mais fácil para mim conviver com a curiosidade do que com os olhares e comentários maldosos. Procurava sobre o assunto em livros de psiquiatria que encontrava na biblioteca de medicina de minha cidade para poder entender um pouco mais sobre a Tricotilomania .Há pouco mais de um ano, porém, percebi que sozinha eu não conseguiria vencer essa doença e resolvi deixar meu preconceito e meu medo de lado e procurei um psiquiatra (também porque me tornei compulsiva por doces e comecei a engordar muito). Fiz psicoterapia e melhorei muito. Precisei parar com o tratamento, mas pretendo voltar logo, pois sei que não estou curada, mas meus cabelos estão até cobrindo a área que ficava calva, depois de tantos anos. Procurar também um dermatologista e conseguir falar do meu problema foi importante, pois me passou um medicamento para melhorar o crescimento do cabelo e isso ajudou minha auto-estima e me deu mais força para querer vencer. Espero poder ajudar alguém com meu depoimento, assim como o depoimento de outras pessoas me ajudaram e que todos que busquem essa página saibam que temos um problema em comum E NOS IMPORTAMOS, SIM, com aqueles que sofrem do mesmo mal, pois sabemos como se sentem. Força! Procurem um psiquiatra e melhorar a auto-estima! Um abraço e boa sorte!

Oi, meu nome é Fernanda, tenho 17 anos e sofro de Tricotilomania há mais ou menos uns 2 anos. Pensei que ninguém cometia esse gesto de mutilar a si próprio tirando parte do seu próprio coro cabeludo, mas desde que comecei a fazer Psicoterapia há um ano, vi que estava enganada. Ñ sei o motivo que me levou a isso, mas parece que me favorece um certo tipo de prazer. Além disso, quando arranco os fios, às vezes nem percebo, pois parece que se tornou uma coisa normal. e às vezes o faço involuntariamente.

Estou escrevendo meu depoimento, porque assim como vocês também sofro com a Tricotilomania desde os 09 anos de idade. Desde cedo era considerado por todos um menino muito inteligente. Aprendi a ler aos 03 anos de idade e aos 04 anos já lia tudo. Logo estava no Jardim de Infância, onde formavam-se grupos de alunos, professores e curiosos que maravilhavam em ver-me lendo livros de estorinhas. Naquela época não havia nada tratamento especial para esses casos, e o que consegui foi apenas a matrícula na 1a. série aos 05 anos de idade, e aquilo era bom até o momento em que senti o peso da diferença de idade com os outros colegas, mas mesmo assim mantinha-me como excelente aluno. Até que aos nove anos de idade comecei tirando os cílios, o que causava grande tristeza diante da hostilidade dos amigos e colegas de escola. Aos 11 anos de idade consegui parar de tirar os cílios e iniciei um hábito que até hoje aos 32 anos de idade não consegui me desvencilhar dele, que é o arrancar os cabelos da cabeça. E com isso fui queimando etapas da minha vida pelo complexo de inferioridade adquirido isolei-me cada vez mais de todos por causa das críticas dos amigos e colegas de escola, a tal ponto que o meu desempenho escolar que era excelente, desencadeou numa queda tão vertiginosa que fracassei no último ano do 2. grau, e aos trancos e barrancos consegui passar num concurso público, terminar uma faculdade, mas estou muito aquém do que almejava. Tenho dificuldades para fazer amigos; meus relacionamentos amorosos, sempre iniciam-se bem mas sucumbem por falta de auto-estima, amor-próprio, o que sempre me faz sentir culpado por qualquer atrito na relação, em que eu sempre tenho que fazer concessões as minhas namoradas, por medo de perdê-las e daí eu caio na situação de submissão total, em que só os problemas do outro é que tem valor (p.ex. Que a Tricotilomania é besteira e qualquer pessoa consegue controlá-la ). É muito triste saber que uma maldita doença, que é só a ponta do iceberg, dessa ansiedade incontrolável, conseguiu mudar tão negativamente o destino de alguém. E não foi por falta de procurar ajuda, eu até procurei, mas não encontrei nenhum profissional preparado para lidar com esse mal tão destruidor. Se alguém conhecer algum profissional que possa me ajudar ou queira se comunicar comigo, estarei disposto a trocar informações. Obrigado.

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