As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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DOC , TOC, Distúrbio ou Transtorno Obsessivo Compulsivo, Cleptomania, Sexo Compulsivo, Compras Compulsivas, Tricotilomania, Tourette, etc. O tratamento da Tricotilomania é sempre longo. Dificilmente a melhora começa nos primeiros 2 meses de tratamento. É muito comum as portadoras desistirem no meio do tratatamento  

Depoimentos em Tricotilomania

Página 1 P 2 P 3 P 4 P 5 P 6 P 7 P 8 Perguntas e Respostas

Tourette   Distúrbio Obsessivo Compulsivo ou DOC ou TOC, Sexo Compulsivo, Jogo Patológico, Compras Compulsivas, Cleptomania 

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Para começar gostaria de agradecer esse site que tanto me ajudou na luta contra a Tricotilomania. Venho de uma família humilde que tentou da forma que sabiam tratar meu problema , nunca conseguindo , sofri muito e durantes muitos anos , tenho 32 e comecei com 8 aproximadamente , sempre com é poucas normais e surtos grandes , comecei com cabelo da cabeça , mas logo eram todos os fios do corpo , braços , pernas até nariz , qd moça , passei a tirar os pubianos , o que era mas discreto socialmente , porém me criou vários problemas que nunca consegui contar para nenhum namorado. Minha família se acostumou com a idéia de eu ser diferente , nada faziam , as vezes se quer notavam que eu estava em surto , isso para mim era pior eu escondia de todos , sozinha entrava em transe puxando os fios . Depois que conheci o site , procurei uma psiquiatra do plano de saúde m, que tinha pouco conhecimento sobre Tricotilomania , só ajudou dizendo que fazia parte de doc , foi a dica comecei a pesquisar na Internet , estou tomando o remédio a quase um ano , estou praticamente livre deste ato mas ainda tenho recaídas , pequenas meu convívio com as pessoas sempre foi um pouco falso pois essa parte da minha vida que tanta dor me causa eu escondo por medo do julgamento , espero e um dia poder falar disso livremente , gostaria de acrescentar que ganhei um cachorro , que tem sido um grande aliado nesta luta , para quem puder experimentar esse recurso aposto como vai adorar , ele está sempre conosco , nos distraindo dos pensamentos obsessivos . Beijos para todos , eu os amo , e espero que saiamos dessa logo . Andréa.

Lendo este site, procurando algumas respostas para meu pai que é esquizofrênico, constatei que sofro de Tricotilomania . Tenho 20 anos e faz uns 4 anos que arranco os cabelos , porém não prejudiquei o bulbo pois quando estou arrancando seguro uma parte do fio do cabelo assim não o arranco por completo apenas o arrebento , por conseguinte o meu cabelo esta completamente arrebentado. Faço isso diariamente ,mas não na frente de pessoas para elas não se assustarem ,mas já aconteceu vezes que eu não consegui me controlar. Ninguém percebe o meu problema pois pinto o cabelo e digo que o estado do meu cabelo se deve a tinta. Estou quase sem cabelo meu cabelo bate no ombro, completamente arrebentado. Não sabia que tinha um nome especifico , achava que era apenas mais alguma das manias que tinha. E que apenas eu sofria dessa mania bizarra. Agora sei que é caso de psicólogo , e não quero que piore até acontecer o pior e prejudicar o crescimento do fio. Obrigada por fazerem um site tão esclarecedor. E para as pessoas que tem o mesmo problema deixo aqui um abraço e quero que saibam que torço para vocês conseguirem superar , assim como eu irei conseguir nem que para isso seja necessário amarrar as minhas mãos

Eu descobri o site ontem, quando então resolvi pela primeira vez buscar ajuda para colocar um ponto final nesta obsessão. Busquei pelo yahoo com a palavra chave "comer cabelo" e fiquei impressionada com a quantidade de matérias a respeito. Sou de São Paulo, tenho 26 anos e sofro desde os 15 aprox., não tenho certeza. Nem sabia o nome desta doença e, como nos outros depoimentos, minha casa também vive cheia de fios de cabelo, tenho falhas que tento encobrir e estou desesperada em busca da cura, além de arrancar, quebro e como os fios de cabelo, sendo que gosto de quebrá-los na boca, sem engolir. Mesmo escrevendo, é muito difícil relatar o que me ocorre, a vergonha é muito grande, o que me conforte hoje é exatamente saber que existem, infelizmente, outras pessoas na mesma situação e com quadros tão idênticos, escrevi para poder me ajudar e ajudar a outras pessoas também, com certeza vou procurar vencer, desde ontem a noite, quando entrei no site, minha vida já mudou muito!

Resolvi escrever após ler os depoimentos e descobrir que tem tantas estórias parecidas (até demais) com a minha. Tenho 32 anos e sofro de Tricotilomania. desde os 8 anos. Não era nada perceptível, nunca ninguém notou, até eu me casar, aos 17, e entrar em Depressão. Aos 18, eu já não controlava mais essa mania. Apareceram áreas com Alopecia e começaram as perguntas e os comentários. O pior é que as pessoas não acreditavam em mim quando dizia a verdade, achavam que era mentira, então decidi evitar o assunto ou simplesmente desviar a conversa e percebi que era um problema só meu e cabia a mim resolvê-lo, ou pelo menos tentar, pois para os outros era mais fácil acreditar que eu sofria de queda de cabelo. Sofri preconceitos, não diretos, até pela minha postura de evitar o assunto, mas ouvia "comentários": me fingia de morta, por mim eles podiam se retorcer de curiosidade, tinha certeza que se esses ignorantes soubessem a verdade, eu sofreria muito mais preconceitos e isso iria me machucar e deprimir muito mais. Foi a forma que encontrei para sobreviver. Outro recurso usado foi usar o cabelo preso, assim evitava comentários e também tirava menos cabelo, conseguindo, assim, levar uma vida em sociedade quase normal, é claro que deixei e deixo de fazer muitas coisas que gostaria, mas pelo menos posso passar quase como uma pessoa comum, é claro que sempre tem aquele xereta intrometido, mas foi mais fácil para mim conviver com a curiosidade do que com os olhares e comentários maldosos. Procurava sobre o assunto em livros de psiquiatria que encontrava na biblioteca de medicina de minha cidade para poder entender um pouco mais sobre a Tricotilomania .Há pouco mais de um ano, porém, percebi que sozinha eu não conseguiria vencer essa doença e resolvi deixar meu preconceito e meu medo de lado e procurei um psiquiatra (também porque me tornei compulsiva por doces e comecei a engordar muito). Fiz psicoterapia e melhorei muito. Precisei parar com o tratamento, mas pretendo voltar logo, pois sei que não estou curada, mas meus cabelos estão até cobrindo a área que ficava calva, depois de tantos anos. Procurar também um dermatologista e conseguir falar do meu problema foi importante, pois me passou um medicamento para melhorar o crescimento do cabelo e isso ajudou minha auto-estima e me deu mais força para querer vencer. Espero poder ajudar alguém com meu depoimento, assim como o depoimento de outras pessoas me ajudaram e que todos que busquem essa página saibam que temos um problema em comum E NOS IMPORTAMOS, SIM, com aqueles que sofrem do mesmo mal, pois sabemos como se sentem. Força! Procurem um psiquiatra e melhorar a auto-estima! Um abraço e boa sorte!

Oi, meu nome é Fernanda, tenho 17 anos e sofro de Tricotilomania há mais ou menos uns 2 anos. Pensei que ninguém cometia esse gesto de mutilar a si próprio tirando parte do seu próprio coro cabeludo, mas desde que comecei a fazer Psicoterapia há um ano, vi que estava enganada. Ñ sei o motivo que me levou a isso, mas parece que me favorece um certo tipo de prazer. Além disso, quando arranco os fios, às vezes nem percebo, pois parece que se tornou uma coisa normal. e às vezes o faço involuntariamente.

Estou escrevendo meu depoimento, porque assim como vocês também sofro com a Tricotilomania desde os 09 anos de idade. Desde cedo era considerado por todos um menino muito inteligente. Aprendi a ler aos 03 anos de idade e aos 04 anos já lia tudo. Logo estava no Jardim de Infância, onde formavam-se grupos de alunos, professores e curiosos que maravilhavam em ver-me lendo livros de estorinhas. Naquela época não havia nada tratamento especial para esses casos, e o que consegui foi apenas a matrícula na 1a. série aos 05 anos de idade, e aquilo era bom até o momento em que senti o peso da diferença de idade com os outros colegas, mas mesmo assim mantinha-me como excelente aluno. Até que aos nove anos de idade comecei tirando os cílios, o que causava grande tristeza diante da hostilidade dos amigos e colegas de escola. Aos 11 anos de idade consegui parar de tirar os cílios e iniciei um hábito que até hoje aos 32 anos de idade não consegui me desvencilhar dele, que é o arrancar os cabelos da cabeça. E com isso fui queimando etapas da minha vida pelo complexo de inferioridade adquirido isolei-me cada vez mais de todos por causa das críticas dos amigos e colegas de escola, a tal ponto que o meu desempenho escolar que era excelente, desencadeou numa queda tão vertiginosa que fracassei no último ano do 2. grau, e aos trancos e barrancos consegui passar num concurso público, terminar uma faculdade, mas estou muito aquém do que almejava. Tenho dificuldades para fazer amigos; meus relacionamentos amorosos, sempre iniciam-se bem mas sucumbem por falta de auto-estima, amor-próprio, o que sempre me faz sentir culpado por qualquer atrito na relação, em que eu sempre tenho que fazer concessões as minhas namoradas, por medo de perdê-las e daí eu caio na situação de submissão total, em que só os problemas do outro é que tem valor (p.ex. Que a Tricotilomania é besteira e qualquer pessoa consegue controlá-la ). É muito triste saber que uma maldita doença, que é só a ponta do iceberg, dessa ansiedade incontrolável, conseguiu mudar tão negativamente o destino de alguém. E não foi por falta de procurar ajuda, eu até procurei, mas não encontrei nenhum profissional preparado para lidar com esse mal tão destruidor. Se alguém conhecer algum profissional que possa me ajudar ou queira se comunicar comigo, estarei disposto a trocar informações. Obrigado.

Oi pessoal, nunca esperei um dia estar escrevendo aqui o meu depoimento. Sofri como vocês todos. Passei uma adolescência horrível por causa da Tricotilomania. Hoje tenho 36 anos sou feliz e realizada, consegui vencer esta doença que me atormentava desde os 13 anos. Procurei um Psiquiatra que me deu apenas medicamentos, com ele não me abri de verdade, não contei da vergonha humilhação que sentia a tanto tempo. Nunca contei sobre esta doença a ninguém, me disfarçava bem, na adolescência sofri bem mais, os colegas riam de mim (vocês sabem como é). Sou espírita e acredito que tudo um dia terá uma explicação, não acredito que essa doença seja meramente material, tem um fundo espiritual. Mas creiam que um dia terá fim. Para minha felicidade consegui driblar a doença da seguinte maneira: um dia criei coragem e procurei uma terapeuta que fazia regressão, como nunca falei deste problema abertamente com ninguém, foi muito difícil arrancar tudo que sentia dentro de mim. Mas criei muita coragem e contei tudo a ela, minha voz não saia quase me sufoquei, mas fui em frente e com isso parece que tirou de dentro de mim 85% desses sintomas que vocês sabem como são. Hoje consigo me controlar bem, sou casada tenho duas filhas e a Tricotilomania não me impediu de ser feliz, pois merecemos tudo bom e Deus nos ama muito e nos quer felizes. Não estou totalmente curada mas a vontade de comer as raízes dos fios de cabelos nunca mais voltou, me sinto forte para resistir aos impulsos. Sinto que depois da conversa com a terapeuta eu tirei um peso que carregava há tantos anos, não consegui fazer uma regressão pois logo mudei de cidade e não deu tempo. Eu conversei com ela apenas 2 horas e uma vez só. Tenho certeza que se tivesse tido mais tempo estaria totalmente curada. Não tenho mais falhas nos cabelos e me sinto normal. Gostaria que vocês soubessem disso, quem sabe poderia ajudá-los com esse depoimento. Espero que consigam dominar esse transtorno como eu consegui. Não reparem eu nunca escrevi nada na Internet, minha filha de 17 anos é quem usa. Cheguei até este site procurando o assunto pela palavra Tricotilomania, e para minha surpresa encontrei esses depoimentos. Eu que pensei ser a única no mundo. Para todos, muita força e coragem vocês também irão superar esse problema.

Às vezes pensamos q somos os únicos a sofrer desse mal mas é fácil descobrir q muitas pessoas, infelizmente, tb sofrem. Gostaria de me corresponder e trocar idéias com pessoas q, como eu, sofram de Tricotilomania e precisam de uma palavra de apoio. (Já q é muito difícil encontrar um parente ou amigo q compreenda essa problema sem ridicularizar!) Um grande abraço a todos e muita força para q superem essa e qualquer outra compulsão. Michelle

Queria Formar um grupo de pessoas se possível aqui do Rio De Janeiro , porque como podemos ver aqui , isso é uma fase muito difícil e queria contar com a ajuda de vocês , acho que se sozinhos não podemos vencer quem sabe se juntos podemos conseguir algo melhor , espero contar com a participação de vocês. Tenho 31 anos 20 deles com essa droga , quero melhorar me ajudem. Raul 

Padezco Tricotilomania desde los 11 años, ahora tengo 17. Mi madre que es médico, mehá llevado a psiquiatras y psicologos desde el primer momento. He hecho tratamiento psicoanalitico, psicoterapico y con fármacos(Amitriptilina). Ha gastado mucho dinero conmigo. Además tengo tics, y me muerdo uñas y manos. Sufro mucho, porque no espero mejoría. Ahora estoy tomando paroxetina 40 mgs. al día, desde hace 15 días, porque estoy mentalizada que ello puede ayudarme. Tengo miedo que este trastorno no se cure nunca. Todo ello me ha llevado a una alteracion de mi vida diaria, fracaso escolar, trastornos de conducta etc. ¿A qué se debe este trastorno?. Yo no encuentro la causa, ya que mi infancia ha sido feliz y sin carencias afectivas ni economicas. Por favor ayudenme. Si hay otras personas que quieran contactar conmigo y que me ayudan, que me escriban. Me llamo Isabel  

Sofro de Tricotilomania desde 9 anos, tenho 25 anos e venho tentando lutar contra este problema. Passei muito tempo da minha vida me escondendo e buscando ser sempre a "boazinha", essas foram minhas técnicas dissimuladas para fazer com que as pessoas me aceitassem e me amassem, tentei assim mascarar meu problema visando poupar meu sofrimento. Atualmente ainda sofro com a pressão social, especialmente com os olhares e risinhos indiscretos, mas tento superar isso acreditando na minha auto-estima, alimentando-a. As pessoas que me rodeiam me amam e estão comigo pelo que sou ! Mesmo usando um entrelaçamento consigo ser bonita e me sentir bonita, pois apesar do meu problema ser chocante aos olhares alheios ele me trouxe grandes ensinamentos e experiências de vida, as quais creio que foram válidas e necessárias, pois serviram para me transformar numa pessoa mais sensível e compreensiva. Tudo na nossa vida tem um sentido inexplicável à princípio, mas que com o passar dos anos passa a ser tão simples a ponto de traduzir nossa necessária existência. Como você também estou buscando superar a Tricotilomania o mais rápido possível e poder voltar a sentir o vendo batendo em meus cabelos. Sei que com esforço, força de vontade e a medicação correta conseguiremos nos libertar dessa prisão sem muros que é a Tricotilomania!!.Um abraço carinhoso. 

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