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Para começar gostaria de
agradecer esse site que tanto me ajudou na luta contra a Tricotilomania. Venho de
uma família humilde que tentou da forma que sabiam tratar meu problema ,
nunca conseguindo , sofri muito e durantes muitos anos , tenho 32 e comecei
com 8 aproximadamente , sempre com é poucas normais e surtos grandes , comecei
com cabelo da cabeça , mas logo eram todos os fios do corpo , braços ,
pernas até nariz , qd moça , passei a tirar os pubianos , o que era mas
discreto socialmente , porém me criou vários problemas que nunca
consegui contar para nenhum namorado. Minha família se acostumou com a
idéia de eu ser diferente , nada faziam , as vezes se quer notavam que eu
estava em surto , isso para mim era pior eu escondia de todos , sozinha
entrava em transe puxando os fios . Depois que conheci o site , procurei
uma psiquiatra do plano de saúde m, que tinha pouco conhecimento sobre Tricotilomania
, só ajudou dizendo que fazia parte de doc , foi a dica comecei a
pesquisar na Internet , estou tomando o remédio a quase um ano , estou
praticamente livre deste ato mas ainda tenho recaídas , pequenas meu
convívio com as pessoas sempre foi um pouco falso pois essa parte da
minha vida que tanta dor me causa eu escondo por medo do julgamento ,
espero e um dia poder falar disso livremente , gostaria de acrescentar que
ganhei um cachorro , que tem sido um grande aliado nesta luta , para quem
puder experimentar esse recurso aposto como vai adorar , ele está sempre
conosco , nos distraindo dos pensamentos obsessivos . Beijos para todos ,
eu os amo , e espero que saiamos dessa logo . Andréa.
Lendo este site, procurando
algumas respostas para meu pai que é esquizofrênico, constatei que sofro
de Tricotilomania . Tenho 20 anos e faz uns 4 anos que arranco os cabelos ,
porém não prejudiquei o bulbo pois quando estou arrancando seguro uma
parte do fio do cabelo assim não o arranco por completo apenas o
arrebento , por conseguinte o meu cabelo esta completamente arrebentado.
Faço isso diariamente ,mas não na frente de pessoas para elas não se
assustarem ,mas já aconteceu vezes que eu não consegui me controlar.
Ninguém percebe o meu problema pois pinto o cabelo e digo que o estado do
meu cabelo se deve a tinta. Estou quase sem cabelo meu cabelo bate no
ombro, completamente arrebentado. Não sabia que tinha um nome especifico
, achava que era apenas mais alguma das manias que tinha. E que apenas eu
sofria dessa mania bizarra. Agora sei que é caso de psicólogo , e não
quero que piore até acontecer o pior e prejudicar o crescimento do fio.
Obrigada por fazerem um site tão esclarecedor. E para as pessoas que tem
o mesmo problema deixo aqui um abraço e quero que saibam que torço para
vocês conseguirem superar , assim como eu irei conseguir nem que para
isso seja necessário amarrar as minhas mãos
Eu descobri o site ontem,
quando então resolvi pela primeira vez buscar ajuda para colocar um ponto
final nesta obsessão. Busquei pelo yahoo com a palavra chave "comer
cabelo" e fiquei impressionada com a quantidade de matérias a
respeito. Sou de São Paulo, tenho 26 anos e sofro desde os 15 aprox.,
não tenho certeza. Nem sabia o nome desta doença e, como nos outros
depoimentos, minha casa também vive cheia de fios de cabelo, tenho falhas
que tento encobrir e estou desesperada em busca da cura, além de
arrancar, quebro e como os fios de cabelo, sendo que gosto de quebrá-los
na boca, sem engolir. Mesmo escrevendo, é muito difícil relatar o que me
ocorre, a vergonha é muito grande, o que me conforte hoje é exatamente
saber que existem, infelizmente, outras pessoas na mesma situação e com
quadros tão idênticos, escrevi para poder me ajudar e ajudar a outras
pessoas também, com certeza vou procurar vencer, desde ontem a noite,
quando entrei no site, minha vida já mudou muito!
Resolvi escrever após ler
os depoimentos e descobrir que tem tantas estórias parecidas (até
demais) com a minha. Tenho 32 anos e sofro de Tricotilomania. desde os 8 anos.
Não era nada perceptível, nunca ninguém notou, até eu me casar, aos
17, e entrar em Depressão. Aos 18, eu já não controlava mais essa
mania. Apareceram áreas com Alopecia e começaram as perguntas e os
comentários. O pior é que as pessoas não acreditavam em mim quando
dizia a verdade, achavam que era mentira, então decidi evitar o assunto
ou simplesmente desviar a conversa e percebi que era um problema só meu e
cabia a mim resolvê-lo, ou pelo menos tentar, pois para os outros era
mais fácil acreditar que eu sofria de queda de cabelo. Sofri
preconceitos, não diretos, até pela minha postura de evitar o assunto,
mas ouvia "comentários": me fingia de morta, por mim eles
podiam se retorcer de curiosidade, tinha certeza que se esses ignorantes
soubessem a verdade, eu sofreria muito mais preconceitos e isso iria me
machucar e deprimir muito mais. Foi a forma que encontrei para sobreviver.
Outro recurso usado foi usar o cabelo preso, assim evitava comentários e
também tirava menos cabelo, conseguindo, assim, levar uma vida em
sociedade quase normal, é claro que deixei e deixo de fazer muitas coisas
que gostaria, mas pelo menos posso passar quase como uma pessoa comum, é
claro que sempre tem aquele xereta intrometido, mas foi mais fácil para
mim conviver com a curiosidade do que com os olhares e comentários
maldosos. Procurava sobre o assunto em livros de psiquiatria que
encontrava na biblioteca de medicina de minha cidade para poder entender
um pouco mais sobre a Tricotilomania .Há pouco mais de um ano, porém,
percebi que sozinha eu não conseguiria vencer essa doença e resolvi
deixar meu preconceito e meu medo de lado e procurei um psiquiatra
(também porque me tornei compulsiva por doces e comecei a engordar
muito). Fiz psicoterapia e melhorei muito. Precisei parar com o
tratamento, mas pretendo voltar logo, pois sei que não estou curada, mas
meus cabelos estão até cobrindo a área que ficava calva, depois de
tantos anos. Procurar também um dermatologista e conseguir falar do meu
problema foi importante, pois me passou um medicamento para melhorar o
crescimento do cabelo e isso ajudou minha auto-estima e me deu mais força
para querer vencer. Espero poder ajudar alguém com meu depoimento, assim
como o depoimento de outras pessoas me ajudaram e que todos que busquem
essa página saibam que temos um problema em comum E NOS IMPORTAMOS, SIM,
com aqueles que sofrem do mesmo mal, pois sabemos como se sentem. Força!
Procurem um psiquiatra e melhorar a auto-estima! Um abraço e boa sorte!
Oi, meu nome é Fernanda,
tenho 17 anos e sofro de Tricotilomania há mais ou menos uns 2 anos. Pensei
que ninguém cometia esse gesto de mutilar a si próprio tirando parte do
seu próprio coro cabeludo, mas desde que comecei a fazer Psicoterapia há
um ano, vi que estava enganada. Ñ sei o motivo que me levou a isso, mas
parece que me favorece um certo tipo de prazer. Além disso, quando
arranco os fios, às vezes nem percebo, pois parece que se tornou uma
coisa normal. e às vezes o faço involuntariamente.
Estou escrevendo meu
depoimento, porque assim como vocês também sofro com a Tricotilomania
desde os 09 anos de idade. Desde cedo era considerado por todos um menino
muito inteligente. Aprendi a ler aos 03 anos de idade e aos 04 anos já
lia tudo. Logo estava no Jardim de Infância, onde formavam-se grupos de
alunos, professores e curiosos que maravilhavam em ver-me lendo livros de
estorinhas. Naquela época não havia nada tratamento especial para esses
casos, e o que consegui foi apenas a matrícula na 1a. série aos 05 anos
de idade, e aquilo era bom até o momento em que senti o peso da
diferença de idade com os outros colegas, mas mesmo assim mantinha-me
como excelente aluno. Até que aos nove anos de idade comecei tirando os
cílios, o que causava grande tristeza diante da hostilidade dos amigos e
colegas de escola. Aos 11 anos de idade consegui parar de tirar os cílios
e iniciei um hábito que até hoje aos 32 anos de idade não consegui me
desvencilhar dele, que é o arrancar os cabelos da cabeça. E com isso fui
queimando etapas da minha vida pelo complexo de inferioridade adquirido
isolei-me cada vez mais de todos por causa das críticas dos amigos e
colegas de escola, a tal ponto que o meu desempenho escolar que era
excelente, desencadeou numa queda tão vertiginosa que fracassei no
último ano do 2. grau, e aos trancos e barrancos consegui passar num
concurso público, terminar uma faculdade, mas estou muito aquém do que
almejava. Tenho dificuldades para fazer amigos; meus relacionamentos
amorosos, sempre iniciam-se bem mas sucumbem por falta de auto-estima,
amor-próprio, o que sempre me faz sentir culpado por qualquer atrito na
relação, em que eu sempre tenho que fazer concessões as minhas
namoradas, por medo de perdê-las e daí eu caio na situação de
submissão total, em que só os problemas do outro é que tem valor (p.ex.
Que a Tricotilomania é besteira e qualquer pessoa consegue controlá-la
). É muito triste saber que uma maldita doença, que é só a ponta do
iceberg, dessa ansiedade incontrolável, conseguiu mudar tão
negativamente o destino de alguém. E não foi por falta de procurar
ajuda, eu até procurei, mas não encontrei nenhum profissional preparado
para lidar com esse mal tão destruidor. Se alguém conhecer algum
profissional que possa me ajudar ou queira se comunicar comigo, estarei
disposto a trocar informações. Obrigado.
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