Mental Help:Psiquiatria,Neuropsiquiatria. Psychiatry
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Dr Rubens Pitliuk

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Médico que trata Distúrbio Afetivo Bipolar ou Transtorno Bipolar

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 Depoimentos   Borderline   A importância da Psicoterapia

Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

 

 

 

 

P:  É possível uma pessoa com Transtorno Afetivo bipolar ser 100% controlada de modo a não entrar em crises (principalmente de euforia)?  Em suma, minha história: -Minha mãe é diagnosticada bipolar há 20 anos (desde 87), quando teve depressão após o nascimento de minha única irmã. Após isso houve desestruturação total familiar. Porém entre 93 e 2002 ela esteve totalmente controlada, vivendo normalmente ou se entrava em crise era muito branda e passageira. Desde 2002 as crises de euforia tem sido muito freqüentes, ela é mantida em depressão pois não é encontrado o "ponto de equilíbrio". Não há mais quem cuide dela, ela mora longe (eu na capital SP ela a 500 km no interior de SP), eu queria traze-la para morar comigo, mas tenho medo pois moro no 11 andar, e tenho uma filha de 2 anos, a quem julgo que ela possa fazer algum mal. Na verdade, no momento estou muito chateada, sem saber o que fazer.

R: Respondendo objetivamente: se ela quiser melhorar, se ela for bem cdf na medicação, se ela não tiver componentes complicados de personalidade além da bipolaridade, sim, é possível ficar 100% controlada.

P: Meu médico mudou meu remédio para Aropax (Paroxetina), ele disse que vai tratar da depressão e do Transtorno de humor, mas, um amigo meu, fez umas pesquisas e disse que quem tem depressão não tem Transtorno de humor ou vice-versa, é verdade?

R: Depressão é justamente um dos Transtornos do Humor.

P: Acho que minha mãe é bipolar. Desde pequena conviví com suas variações de humor, internações, etc. Seu comportamento custou seu casamento e o carinho dos filhos. Me lembro que costumava se tratar, que tomava um comprimido chamado Kiatrium até que, um dia, começou a beber e suas crises foram ficando cada vez mais intensas e violentas. Quanto Natais, festas de família arruinados. >Hoje não nos falamos mais. Seu prazer é me ofender. Ela não quer ajuda. Se recusa a acreditar que está doente. Seus bens estão acabando. Gasta muito mais do que tem. Compra roupas novas, usadas, e outras tantas que jamais usaria... Gasta pelo simples prazer em gastar. Está devendo muito e nem assim se controla. Não sei o que fazer. Confesso que, atualmente, nem tenho muita vontade de fazer algo.

R: Marque vc (sem ela, a princípio) uma consulta com Dra. Paula Nunes http://www.mentalhelp.com/psiquiatra.htm  , que vai te orientar como conduzir o problema de modo que a doença pare de fazer tantos estragos na vida dela.

P: Descobri que tinha depressão bipolar há dez anos, sendo que as crises começaram quando tinha 10 anos, mas meus pais, por ignorância, desconhecimento, acharam que era uma fase e passaria. Mas não passou, se agravou, e eu era tida como uma pessoa estranha com manías na família, não perceberam que era doença. Hoje tenho 50 anos, consultei diversos médicos, psicólogos e psiquiatras, e não resolveram. Piorou quando fiz tratamento para emagrecer por 1 mês com Anfetaminas. Agora estou me tratando com uma médica especializada em medicina preventiva. Tomo Citalopram 20mg e Zetron 20mg, 1 por dia, mas tem dias que tenho que tomar mais 1 compr., e depois de pesquisar, descobrimos que era genético pela parte do meu pai. A minha única dúvida é se, depois desse tempo todo sem tratamento e sendo genético, se algum dia ficarei CURADA?

R: Bipolaridade nem sempre se cura, mas com a manutenção da medicação, as pessoas tem vida absolutamente normal

P: Gostaria de saber o que posso fazer para ajudar minha mãe que está passando por esse terrível problema. Ela foi diagnosticada como psicose maníaco depressivo há alguns anos. Não sei exatamente quais remédios que ela toma, mas devem ser todos ou vários os citados aqui, pois foram receitados pelo médico. Por encontrar aqui as características da doença, realmente pude notar a gravidade da doença. Estou escrevendo para saber quais são os possíveis primeiros socorros que eu deverei tomar; porque vou visitá-la no final de semana e passarei algum tempo com ela. Por estar em crise, minhas irmãs que estavam mais ligadas à ela "não estão agüentando" e temo o pior. Têm falado muito em suicídio e isto me apavora. Acredito que o melhor a fazer é irmos ao médico mas e se ela se negar ao tratamento? E será que ela pode se tornar agressiva conosco?

R: DAB exige um tratamento de manutenção mais orientação familiar. Se ela mora em São Paulo, procure um dos especialistas em http://www.mentalhelp.com.br/psiquiatra.htm. Mas mesmo que ele não possa ou não queira ir, vc poderia ir para procurar uma orientação.

O Tegretol afeta a memória, quando usado para distúrbio Bipolar ? Existe um retorno dessa memória se o medicamento for suspenso ?

Não, ele não deveria prejudicar a memória.

Não sei se a Psicose Maníaco Depressiva é conhecida por outro nome atualmente. Em tempos idos chamava-se de Psicose Maníaco - Depressiva.

Distúrbio Afetivo Bipolar é mesmo a antiga Psicose Maníaco Depressiva.

Fiz tratamento com Tegretol, mas não me senti bem. O tratamento com Carbolitium foi adequado. Parei no verão. No momento estou oscilante novamente. Tenho 35 anos, obtive diagnóstico há cerca de 2 anos. Gostaria de saber sobre tratamentos alternativos.

Não existem tratamentos alternativos. Se houver risco de recidivas, o que existe é Tegretol, Lítio, Depakene, Valproato de Sódio e Lamotrigina e associação de um Neuroléptico e um Antidepressivo suaves.

P: Recaída: quando alguém tem uma doença como a Psicose Maníaco Depressiva/Distúrbio Afetivo Bipolar e toma medicamento de prevenção, há o risco de se ter outra fase (mania ou Depressão)? Mesmo tomando medicamento? E quando termina um período de 4 anos tomando direto, quais as chances (no geral, em %) de haver uma "recaída" ?
R: Durante a manutenção com medicamentos, o risco de recaída é mínimo. Depois de parar, depende de vários fatores:
1) Se houve uso de drogas ou Anfetaminas antes da primeira fase, o risco é pequeno.
2) Se existe genética familiar, o risco é maior.
3) Riscos se a pessoa teve: 1 fase: 50%; 2 fases: 70%; 3 fases: 90%; 4 fases: quase 100%.

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