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Tenho uma filha de 7 anos que sempre foi muito
agressiva e agitada, ela fez o teste o ano passado para Hiperatividade e não
apresentou nada. O que me preocupa agora é que quando ela tem um machucadinho
ela coça ate ficar ferida e agora tem varias nos braços e perna.Quando falo
com ela sinto no olhar que ela esta com muito ódio. Ela esta ficando cada vez
mais agressiva e agora fala que quer se matar, que não queria existir e que
odeia todo mundo. Quando ela não esta "atacada" ela e muito dócil e
extremamente inteligente. O que devo fazer e como devo agir ? Em caso de buscar
ajuda quem devo procurar? Agradeço imensamente pela resposta, pois não tenho
conseguido dormir por dias tentando resolver o problema dela, mas e difícil sem
saber o que pode ser e por onde começar....
A sua filha necessita ser avaliada para que se
faça um diagnóstico diferencial entre Depressão Infantil (que poucos
profissionais conhecem nesta faixa de idade) Distúrbio de Atenção e
Disritmia. Não conheço um Psiquiatra Infantil na região de Campinas que
pudesse lhe assistir neste sentido. Se desejar que a avaliemos, nosso telefone
é 011 38846774. Seguindo o ditado popular que "é de pequeno que se torce
o pepino" seria recomendável intervir o mais cedo possível. Dr. Raymond
Rosenberg
Tenho o problema do TOC e na
minha gravidez continuei com o tratamento e minha filha de 2 anos está
arrancando os cabelos e comendo.Pode ser tricotilomania?
A tricotilomania, ingestão de
cabelos, é de fato um problema de crianças embora alguns adultos também
possam ser acometidos. O fato de ter ingerido medicação durante a gravidez
não foi documentado como sendo fator causador. Dr. Raymond Rosenberg
Tenho uma filha de 7 anos que
desde bem pequena tem comportamento estranho,tinha que repetir as situações sempre e fazia com que toda a
família repetisse posições, palavras, cenas. Queria
sempre voltar no tempo mesmo nas coisas que não eram possíveis, e ficava
histérica quando naum podia voltar e fazer tudo de novo por ela é muito
inteligente, se relaciona bem na escola,mas ainda tem certas manias, medos,
nunca
procurei um psicólogo antes será que deveria? isso pode passar ou se agravar
com o tempo?
O quadro que descreve é severo
e "se não tratado logo e de forma adequada" irá se agravar e
perpetuar tornando a vida da criança e de seus familiares cada vez mais
tormentosa. Procure logo um profissional habilitado na sua região. Dr. Raymond
Rosenberg
Tenho uma filha, hoje com 11 anos e desde 1998
sofre de TOC, segundo diagnóstico de sua psicóloga. Tudo começou com o
falecimento de minha mãe, em setembro/97, morte trágica por acidente. Minha
filha então com 6 anos, passou a ter muito medo de escuro e ter dificuldades
para dormir. Não conseguia desgrudar de sua mãe. Queda de energia à noite era uma gritaria. Nesse
período engordou muito. Gostaria de saber se esses
sintomas são mesmo do TOC; se o período de tratamento depende de cada paciente
ou se tem um tempo X; se existe cura total; A psicóloga começou o tratamento
com duas sessões semanais e antidepressivos. Hoje administra uma sessão por
mês.
Um evento traumático pode desencadear um
quadro de TOC. Porém o que descreveu na sua comunicação breve é um quadro de
PÂNICO que necessita de um tratamento terapêutico/medicamentoso vigoroso para
que uma criança "quase adolescente" possa se desenvolver e enfrentar
as tarefas de seu desenvolvimento. Mantenha o tratamento intensivo e se não
tiver resultados satisfatórios em breve PROCURE UMA SEGUNDA AVALIAÇÃO
CLÍNICA. Dr. Raymond Rosenberg
Tenho uma filha de 02 anos, e
tem medo de tudo, ela entra em desespero quando acorda e não vê ninguém por
perto. Se ouvir o som de bombinhas por exemplo, só falta entrar dentro de mim
novamente, eu não sei como agir, converso muito com ela dizendo que não
precisa ter medo, pois o papai e a mamãe vai protegê-la, e explico o porque
dos barulhos, ai sim ela se acalma, mas fica no colo até o barulho passar. Isto
é normal? como devo agir neste caso
Uma criança de 2 anos de idade
reage intensamente a estímulos intensos. Sugiro que use um tom de voz muito
calmo e a abrace de forma delicada quando ela demonstrar pavor. Ela responderá
mais ao seu tom de voz do que ao significado vernacular de seu discurso, mesmo
porque o vocabulário dela ainda está em formação. O embalar irá ajudar
muito a tranqüilizar a sua filha. Dr. Raymond Rosenberg
Por favor gostaria de
informações sobre Disritmia cerebral. Minha sobrinha de 15 anos passou por
sérios problemas que foram diagnosticados como Disritmia. Ela desmaiava,
travava os dentes, enrolava a língua, se cortava, é super agressiva, mentirosa
e sedutora. O médico (psiquiatra) disse que esses sintomas são todos fingidos
por ela. Na verdade ele foi muito agressivo com ela e eu gostaria de saber se
continuo com o psiquiatra ou passo para um Neurologista. Um dos medicamentos que
ele passou foi o Rivotril (duas vezes ao dia) o outro não me lembro no momento
mas é de 200mg. Ficaria muito grata se obtivesse uma resposta porque já mandei
outros e-mails para outros sites e eles não me responderam.
O quadro apresentado pode ter
alterações neurológicas, bem como alterações emocionais. Interessante será
saber-se o resultado do EEG e se eventualmente foi feita uma Tomografia do crânio.
A troca se profissional se justifica caso não haja uma interação
satisfatória entre o médico e o paciente; essa opção é do paciente e/ou
familiares. Às ordens Abram Topczewski 011 3747 3303
Minha filha tem 11 anos de
idade e já fez psicoterapia durante aproximadamente um ano, por recomendação
da escola dela. A coordenação escolar acreditava que ela tinha algum problema
de timidez excessiva ou algo assim, embora fosse extremamente
inteligente...Levei-a a Psicóloga, com quem ela se tratou durante um tempo e
conclui que ela sofria de ansiedade de separação. Esse problema melhorou
bastante. Porém agora ela intensificou demais (já tinha antes) o medo (fobia)
de animais, principalmente cachorros (mesmo que passeando com os donos e com
coleiras), borboletas, mosquitinhos, etc, a ponto dela ficar desesperada só de
pensar que vai se encontrar numa situação em que possa ter que
"enfrentar" um bichinho. Por conta disso, não tem amiguinhas, não
quer ir a lugar nenhum, andar de patins ou qualquer atividade ao ar livre. Ela
tem me pedido para levá-la a um psiquiatra também,pois ela não quer mais ir
à psicóloga porque me garantiu que esta não pode ajudá-la. Ela é um pouco
tímida, mas quer ter amigas, sair, mas tem medo de ter uma dessas crises de
pânico e que as amigas se afastem dela por causa disso. Não sei o que devo
fazer. Que tipo de tratamento poderá ajudá-la? (Obs: o pai dela tem transtorno
bipolar e tenho casos de depressão na minha família...)
O quadro que descreve
responderia muito bem aos antidepressivos clássicos (chamados de tricíclicos).
Acredito que encontrará profissionais habilitados e experientes no Rio de
Janeiro para medicá-la. Se tiver mais algum problema, não hesite em nos chamar
no 011 3082-2088 Dr. Raymond Rosenberg
Dr. sou Fonoaudióloga e atendo
meu sobrinho de 3 anos co problemas miofuncionais, e tenho acompanhado o
sofrimento dele e de nossa família ao quadro que ele apresenta quando sente
vontade de ir ao banheiro, o que parece é que simplesmente se recusa a defecar,
as vezes fica 3/4 dias, a pediatra diagnosticou como constipação intestinal,
ele tomou medicamento durante algumas semanas, mesmo assim defecava apenas
quando dormia durante a noite e com fralda descartável, achamos que ele deu uma
regredida com o nascimento da irmã, atualmente com 9 meses, pois ele insiste em
tomar mamadeira, mamar além do peito da mãe, quer o seio da tia e da avó, as
vezes a avó lhe dá o seio. atualmente quando colocamos a fralda ele sofre
muito, transpira mas defeca, ele reclama que a barriga dói por isso ele fica
nervoso, já fizemos de tudo, contamos histórias e nada, gostaria da opinião
do senhor.
Uma criança com problemas
miofuncionais deve ter dificuldade de coordenação dos músculos do corpo todo,
inclusive da prensa abdominal que é envolvida na defecação. O nascimento de
uma irmã certamente irá causar uma regressão para uma fase anterior e me
parece que vocês estão cedendo a ponto de aceitar o retorno à fase oral.
Sugiro que GENTIL E FIRMEMENTE vocês mudem de postura e enfatizem que ele já
é grande e não compactuem com a regressão. Como trabalho de fono eu sugeriria
que pensasse na aplicação da Organização miofuncional método Padovan. Dr.
Raymond Rosenberg
Gostaria de saber alguma coisa
sobre a gagueira e o piscar em criança do sexo masculino. Do que é decorrente.Traumas
Infantil? Neurológico? Sexualidade?
Gagueira e piscar de olhos em
criança podem ser causados por múltiplos insultos na vida desta criança.
Dependendo da idade pode ser resultado de uma dismaturação e seria necessário
uma avaliação neurológica apurada. Descartada esta hipótese, só então é
que se deveria cogitar de uma causa psicológica (sexual, traumática, familiar, etc...).e
neste caso seria necessário fazer uma avaliação psicológica. Dr. Raymond
Rosenberg
Gostaria de saber, se realmente
essa doença é genética? Tenho um filho de 12 anos ele é muito
nervoso, irritado, não sabe ser contrariado esta sempre com a
razão, esta sempre certo, não sabe pedir é muito agressivo tem muitas
atitudes parecidas com a minha e eu tenho PMD, gostaria de saber a
probabilidade dele ter esta doença e quando pode se manifestar e se
existe algo que possamos fazer para que ela não se manifeste,
existe algum tipo de prevenção?
A sua pergunta é pertinente.
De fato, a antiga PMD e atual DISTÚRBIO AFETIVO BIPOLAR tem caráter familiar e
portanto genético. A probabilidade de ter a mesma doença em família é grande
e não tenho números percentuais a lhe oferecer. Sugiro que o seu filho seja
examinado agora para poupá-lo de um futuro de dor. Dr. Raymond Rosenberg
Sou pediatra e tenho um
sobrinho, filho de mãe solteira. Sempre observei que ele era muito nervoso,
impaciente e agressivo com as crianças; não tem amigos crianças e na
presença delas tem "crises de birras". Há 3 anos nasceu um irmão de
outro pai e progressivamente vem apresentando manias: não encosta nas pessoas
porque vai ficar doente, lava muito as mãos e exagera na higiene anal.Também
apresenta medo absurdo de perder a mãe ou qualquer pessoa do seu convívio. Tem
crises de choro por medo de perda ou de contrair doenças . Quando a mãe sai,
liga a cada minuto para saber se ela vai demorar. A mãe levou-o ao psiquiatra,
que diagnosticou: ansiedade+ depressão + transtorno obsessivo-compulsivo. Este
é o diagnóstico? Há necessidade de medicação ?
O quadro descrito é de fato de
TOC . A terapêutica recomendada é de associação de medicação e
psicoterapia cognitivo-comportamental. Dependendo da idade do sobrinho a
medicação pode ser de maior urgência pois o desconforto do menor e dos
adultos envolvidos exige uma intervenção de ação mais rápida. Dr. Raymond
Rosenberg
Tenho uma filha que hoje está
com 12 anos, seu problema começou a três anos, quando de uma hora para outra
ela começou a ter medo, pânico de entrar no colégio, foi terrível, passamos
por maus momentos, no início tivemos que passar a manhã ao lado da porta da
sala de aula, quando ela não tinha que colocar a classe pelo lado de fora para
poder assistir a aula, não conseguindo entrar na sala, começamos a fazer um
tratamento psicológico, o qual foi ajudando e a ansiedade diminuiu, fomos
saindo do lado da sala, para o pátio, para a recepção, para fora do colégio,
para casa, e finalmente conseguimos voltar ao normal, mas quando tudo parecia
bem, retornou, começamos então a fazer um tratamento com um psiquiatra onde o psiquiatra receitou
medicamentos anti-depressivos e calmantes, resolveram por um tempo, continuamos
até hoje com o tratamento psiquiátrico e com os medicamentos, mas eu já estou
ficando sem esperanças, por isso eu estou escrevendo este e-mail, para talvez
uma orientação uma luz, algo ou alguém especializado no assunto para que
possa recorrer, minha filha é completamente normal fora deste fato, pelo menos
uma vez por semana ela não consegue entrar no colégio, não é teatro, nota-se
a expressão de medo no rosto dela, ela fica pálida, seu coração dispara, ela
fica gelada e com as mãos suadas, normalmente é na segunda-feira que acontece,
mas também já aconteceu em outros dias da semana. O que ela comenta para nós
é que ela tem medo de perder um de nós, que algo de ruim possa nos acontecer.
Eu teria um monte de coisas para relatar, mas agora é um pai desesperado,
apavorado que solicita ajuda, gostaria que indicasse alguém que possa ajudar,
um especialista no assunto, moro em Porto Alegre, favor manter contato por
este e-mail, por favor necessito de ajuda.
O quadro que descreveu é
típico de Angústia de separação e que se confunde com crise de Pânico. O
tratamento de eleição é a combinação de medicação e terapia
cognitivo-comportamental. Acredito que em Porto Alegre consiga um excelente
tratamento pois a URGS é de alto nível e tem renome nacional. Sugiro que
procure a Dra. Lucrécia na Faculdade de Medicina - Departamento de Psiquiatria
e estará muito bem servido. Dr. Raymond Rosenberg
... filho de 4 anos
completos que ainda não fala. Emite apenas grunhidos. Levei-o para fazer ao
otorrino que o encaminhou para Audiometria e impedanciometria.
Surpreendentemente, segundo o laudo da Fonoaudióloga, confirmado pelo otorrino,
não houve indicação de surdez como inicialmente suspeitávamos. A questão
tornou-se mais complicada. Alguém do nosso círculo de amizades deu o palpite
de autismo. Conheço muito pouco sobre isso. Gostaria de obter mais
informações, assim como vislumbrar que caminho tomar para ajudar essa
criança. Que tipo de profissional devemos agora procurar para um diagnóstico?
A presença de mudez sozinha
não é suficiente para se pensar em autismo. Seria necessário que também
fosse associado a necessidade de manter rotinas rígidas, isolamento social, comportamentos bizarros para a idade. Sugiro que procure um profissional da
área de Neuropsiquiatria O MAIS RAPIDAMENTE POSSÍVEL pois quanto mais cedo se
estabelecer uma intervenção menor será a seqüela na vida desta criança. Eu
tenho particular interesse em Autismo já há mais de 27 anos e gostaria de
saber o que acabou acontecendo com o menino. Dr.
Raymond Rosenberg
Tenho um filho de 12 anos ele é muito nervoso,
irritado, não sabe ser contrariado esta sempre com a razão, esta sempre certo,
não sabe pedir é muito agressivo tem muitas atitudes parecidas com a minha e
eu tenho PMD, gostaria de saber a probabilidade dele ter esta doença e quando
pode se manifestar e se existe algo que possamos fazer para que ela não
se manifeste, existe algum tipo de prevenção?
Os Distúrbios Afetivos têm uma grande carga
genética pois é muito freqüente em determinadas árvores genéticas. É raro
ser diagnosticado na população infantil e chega a ser confundido com vária
outras patologias. Sua preocupação tem cabimento e o questionamento não é
precoce. O seu filho deveria ser alvo de um estudo apurado pois quanto mais cedo
se instalar uma intervenção menor será o prejuízo. Dr. Raymond Rosenberg.
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