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P: Gostaria de
tirar uma dúvida que está prejudicando a minha namorada. É em relação
a provas de colégio, ela estuda muito que eu sei e até ajudo ela a
estudar, percebo que ela realmente sabe a matéria, porém quando chega
o dia da prova não sei o que acontece ela faz as provas mas não
consegue ir bem nas mesmas. Outra dúvida é em relação às
notas das provas, não sei o que ela tem, mas ela não consegue se
contentar com notas consideradas boas para alguns alunos, por exemplo,
ela tira nota 7 ou nota 8 e não consegue aceitar, para ela tem que ser
sempre 10, disse que isso é possível, porém muito raro de acontecer.
Ela está sofrendo muito e conseqüentemente toda a família dela
inclusive eu com isso gostaria de algumas dicas para saber como agir e o
que fazer com ela quando ela tem esses ataques com relação às notas e
às provas.
R: Provavelmente é
esta ansiedade que atrapalha a memorização e a concentração
dela na hora da prova...ela gasta muita energia desta maneira e pode
também ter gerado uma mania de perfeccionismo ou tenta compensar a
auto-estima baixa com notas surpreendentes.... sugiro que ela faça uma
psicoterapia para aprender a se confrontar com a ansiedade e avaliar a
auto-estima. Dr. Juarez Lopes Neto
P: Tenho uma
namorada que sofre desse mal.... Conheço ela a 4 anos e namoro a dois... Até
eu começar a namorar ela, eu não fazia nem idéia que ela poderia ter isso...
Depois de alguns meses ela teve uma crise ao meu lado e, depois que se
controlou, me contou o que era... E não teve mais nenhuma crise até cerca de
três meses atrás, quando voltou a ter com mais freqüência.... Ela faz um
tratamento sob medicação com um psiquiatra, e quando começou a voltar, trocou
a medicação, mas desde então, não está tendo uma seqüência de tempo sem
ter uma crise. Eu sei que só pelo meu relato não tem como o senhor
diagnosticar nada e nem é minha intenção no momento... O que eu gostaria era
mesmo entender mais sobre o assunto, principalmente em como posso ajudá-la a prevenir
as crises, a orientá-la sobre opções de tratamento, e a como ouvir sem
atrapalhar quando ela está tendo a crise..... Eu já li algumas coisas na
internet sobre não dizer no momento da crise "fique calma",
"relaxe" ou "acontece".... E que não devo tratá-la
como "coitadinha" nem "fazer pressão" para que ela busque o
tratamento adequado.... Mas ainda não sei exatamente o que fazer, como fazer,
como falar com ela sobre o assunto, como abordar sobre outros tratamentos. Se o
senhor me puder me indicar alguns artigos ou livros sobre o assunto eu agradeço.
R: Marcelo, se ela
continua tendo crises, apesar da medicação que toma, sugiro que ela questione
com o médico a medicação que esta tomando ou procure outro psiquiatra para
obter acerto na medicação e não ter mais crises, e fazer uma psicoterapia
para se confrontar com as causas que precipitam a SP. Vc. imprimindo artigos
sobre SP e dando para ela ler é bom, quanto mais ela estiver informado sobre o
que tem é melhor. Estar pronto para atende-la quando ela precisar e quiser é o
suficiente....mas uma medicação correta e psicoterapia é imprescindível. Dr.
Juarez Lopes Neto
P: bom estou grávida
do meu primeiro filho de quase oito meses.. o problema esta com meu
marido .. a partir do momento que o bebê mexer .. tudo mudou no meu
casamento ele na quiz ter mais relações sexuais comigo mais.. começou
a me tratar como se eu não fosse nada nem tava empolgado com o bebe e
com isso to sofrendo demais e chorando muito quando fico sozinha ...
Gostaria de saber se isso e normal acontecer com os homens e se muda
depois que o bebe nascer e se o meu sofrimento afeta o bebe de alguma
forma.. obrigada
R: Minha sugestão é vc.
conversar tranqüilamente com ele expondo sua carência, inseguranças.
Pode ser que ele também esteja inseguro e sentindo-se marginalizado com
a sua gravidez. Muitas vezes o homem tem medo de se relacionar
sexualmente com a mulher grávida achando, erroneamente, que pode
influenciar no desenvolvimento do nenê....questione também o seu
próprio humor porque durante a gravidez algumas mulheres ficam mais
sensíveis e os homens tem dificuldades para entender e aí se
distanciam achando que podem desgastá-la. Se possível faça uma
psicoterapia para conversar sobre isto. Dr. Juarez Lopes Neto
P: Na verdade não
consegui tirar minha dúvida pelo site de vocês, que por sinal muito
bom, pois ,no momento, o computador que estava não conseguia enviar
mensagem. Dra, acho que tenho TOC . Quando falo ACHO é porque, diante
do que li, tenho "manias" que sempre prejudicaram minha vida.
Pensamentos absurdos( que tenho medo de falar até para os mais íntimos
e ser chamada de "louca") pairam na minha mente e ficam alí toda
hora. O tempo todo fico falando internamente comigo e tentando me sair
deles , porque tenho plena consciência que são absurdos! e... não
consigo! fico muito , muito nervosa. Fico angustiada e depressiva ,
porque quando isso me acontece ( que eu chamo de "crises") eu
fico me comparando a antes da "crise" aparecer( porque até
então eu tava muito bem , feliz e alegre com a vida) e isso me mata!
Sou casada e meu marido é simplesmente maravilhoso e não tenho filhos.
Tive esse problema quando eu tinha uns 15 a 16 anos e, novamente, quando
já estava na faculdade. Eu achava um absurdo , porque eu já estava
mais consciente da vida, mas tive novamente. E agora cá estou eu, com
pensamentos fixos , sem nexo, sem utilidade nenhuma, irreais e ainda por
cima absurdos , chamo até de "ignorantes" , mas que não
consigo tirá-los da mente! Fica assim: indo e voltando parece que entro
e saio da crise a todo momento no dia e o pior, eu estou ficando doente
, pois meu estômago está agindo e estou tendo ânsia de vômitos todos
os dias pela manhã a ponto de vomitar a bile! Tenho medo de
enlouquecer. Quando eu não tenho essas "bobagens" me sinto muito
bem e consigo até rir das besteiras que antes pensava( por exemplo,
quando eu me sai da crise, na época da Faculdade) . Só que agora, tá
ruim demais. Perdi minha mãe e acho que isso interfere, pois antes ela
era a única que me ouvia e consegui me sair disso. E agora... não falo
nada com ninguém e acho que estou tendo crises de pânico. Está se
desenvolvendo em mim um sentimento diferente, ruim mesmo! quando essa
crise aparece, vem sentimentos confusos e eu tenho medo deles. Acho
bobagens, mas não consigo me sair deles. Até o meu sono tá péssimo.
Por causa disso, estou com mania de ficar me observando o tempo todo. E
isso influi no meu trabalho , já que dou aulas. Acabo ficando me
observando quando estou explicando um assunto e fica uma coisa de doido.
Dr., me dê uma luz. Será que eu tenho é TOC mesmo ou estou ficando
louca? estou perguntando porque eu sou hipocondríaca assumida e tudo
que vejo assimilo e acho que estou com esta ou aquela doença.Me
responda por favor, sem mais obrigada.
R: Virginia, estes
pensamentos recorrentes desgastam muito e alimentam mais ansiedade e este
estresse pode trazer outras ocorrências como pânico, fobias, depressão, etc..
Sugiro que vc. consulte um psiquiatra para ser corretamente diagnosticada e
orientada, como também fazer uma psicoterapia para questionar as causas desta
ansiedade. Juarez Lopes Neto.
P: Tenho 19 anos e
a dois anos atrás me envolvi com uma pessoa. Tudo começou muito errado
e mesmo assim insisti nessa idéia de que poderia dar certo, mas no
final deu tudo errado. Ele tinha namorada, nos ficávamos e ele me
magoava muito quando por várias vezes eu o vi com outras mulheres na
rua. Já faz quase nove meses que não o vejo mais, não como de
costume. Demorei pra perceber e ele não me amava da mesma forma que eu o amava
ele ate falava pra um amigo meu que a gente poderia dar certo, eu, sempre
procurava entender os motivos dele e acabei esquecendo de mim mesma.
Não estava trabalhando e então ficava o dia todo dentro casa com o
pensamento em tudo o que eu tinha passado em vão, me trancava no quarto
ou banheiro e chorava descontroladamente, o que vem acontecendo com freqüência.
Só de lembrar de tudo que eu passei era o suficiente pra começar tudo
de novo, se estivesse na rua não segurava o choro, parecia que ia desmaiar, minha
visão ficava embaçada, tremia como se estivesse sentindo um frio fora
do normal, minhas pernas não me obedeciam, ficava com a boca fria, dormente
e amarela, sentia uma imensa falta de ar, minhas mãos suavam frio e meu
coração batia tão forte que parecia que ia ter um ataque cardíaco. Passei
a evitá-lo de qualquer maneira, deixo de sair com medo de encontrá-lo, deixei
de freqüentar a casa da minha amiga pra não ter que passar em frente
do trabalho dele. Tenho medo de sair sozinha e encontrá-lo. Por várias
vezes penei que não aí conseguir sair desse poço, confesso que até
pensei no pior pra acabar logo com minha angústia, sofro muito. Decidi
então procurar um emprego pra ocupar o meu tempo, então consegui
trabalho em um museu de arte contemporânea, trabalho junto com várias
outras pessoas o que no começo ocupou minha cabeça mas, depois
surgiram várias outras preocupações, família, amigos, sobre carga e
etc. Desde então qualquer preocupação é motivo pra eu relembrar tudo
o que passei, aí vem tudo de novo, suor, tremedeira, pernas bambas e
etc. Porém agora sinto outros sintomas, uma ânsia de vômito, dor de barriga, pensamentos
pessimistas, tudo tá ruim, falta de apetite, falta de concentração, dor
de cabeça fraca mais persistente, queda de cabelo impaciência, atraso
no ciclo menstrual, dor nas costas (ombros), vivo com o pensamento longe
e ao mesmo tempo que quero ficar sozinha quero alguém pra conversar.
Então desde que ele me deixou eu não consigo me envolver com ninguém, logo
me bate aquele pavor de começar tudo de novo, não me deixo mais envolver, quando
tudo esta dando certo eu começo a planejar e logo pulo fora. Tenho
muito medo de passar por isso de novo, mas quero muito superar isso com
outra pessoa, mas sempre acabo afastando todos que se aproximam de mim.
Eu que costumava sair pra balada e ficar com até dois garotos em uma
só noite, hoje não fico com ninguém com medo de me envolver. Sinto
que estou me prejudicando mais não sei o que fazer, não sei com quem
procurar ajuda, já pensei até em tomar algum remédio pra stress ou ansiedade
por conta própria. Às vezes acho que é besteira mas ultimamente tenho
me sentido muito cansada de tudo, cansada de ter esperança, cansada de
ter que ficar sempre sorrindo se quando o que eu quero é gritar e explodir, cansada
de ser boazinha, cansada de ser a certinha, por que no final sou sempre
eu que tenho que entender os outros. Ninguém sabe o que se passa por
trás do meu sorriso. Tenho chorado muito ultimamente, até pensei em
procurar ajuda com um psicólogo mas não sei se é o certo a fazer.
Espero ansiosamente um retorno. Desde já agradeço a ajuda!
R: Certamente um
psicoterapeuta só pode te ajudar. E se depois de algumas sessões de
terapia você continuar com esses sintomas físicos, é só associar um
medicamento.
P: Doutor, é para
mim uma satisfação ter meus comentários lidos e perguntas respondidas
por alguém realmente capacitado, alguém que não emitirá sua opinião
baseado em achismos. A dúvida que no momento me perturba é sobre família. Estou
prestes a completar 31 anos de idade e sempre morei com minha mãe e irmão, pois
meus pais se divorciaram. Nossa relação foi quase sempre difícil, mas
nos últimos tempos, com o passar dos anos, ela tem melhorado. Ocorre
que há vários meses moro com meu companheiro, em frente à casa de sua
mãe e freqüentemente tenho pequenos problemas com sua família. A
pergunta é, Doutor, será que as relações familiares são melhores à
moda americana, onde os filhos saem de casa aos 16,18 anos e vão então
viver suas vidas sem interferência dos pais?
R: uau, isso é que
é pergunta difícil. Você precisaria perguntar para um sociólogo ...
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