As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Perguntas sobre Alzheimer, Arteriosclerose, Demência, Atrofia Cerebral e outros Distúrbios de Memória  Pág 1 P 2  P 3 P 4  P 5 P 6 P 7

Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

P: Sofro de constantes perdas de memória, tanto antigas quanto recentes, e isso esta me deixando doida, pois as pessoas ficam achando que isso é uma brincadeira minha. Um bom exemplo: Não me lembro de quase nada da minha infância, e agora depois de adulta, esqueço de coisas que acabei de falar. Quem devo procurar para me ajudar?

R: Sem uma série de dados (por exemplo sua idade, se você bebe muito, se usa drogas, se sofre de depressão, etc) é difícil chegar a uma conclusão, mas posso sugerir que você procure um psiquiatra ou um neurologista com experiência em Distúrbios de Memória.

P: Uso Lexotan faz uns 15 anos todos os dias, 6 mg pela manhã, médicos dizem que ele causa perda de memória ,é verdade?

R: Sim, é verdade. Ele e qualquer outro Benzodiazepínico. Por isso é que quando uma pessoa precisa Ansiolíticos constantemente, o ideal é fazer Yoga, Meditação, psicoterapia, etc., e se mesmo assim a medicação for necessária, se usa determinados antidepressivos, que podem ser usados indefinidamente.

... alguns médicos dizem ser Parkinson e outros, não. Ela não fica tremendo como os parkinsonianos, mas fica enrigecida quando toma o remédio (como se ficasse esse tempo sem a Dopamina suficiente, até que o próximo comprimido começasse a fazer efeito) ... ela começou a desenvolver sintomas de um paciente com "Alzheimer". Ela tem alucinações (geralmente vê ladrões em casa, pessoas armadas, pessoas brigando, querendo levá-la embora, meu pai (já falecido) e outros parentes (como a mãe dela, o pai, etc). Um dia ela me disse que estava com uma "dúvida cruel" (suas palavras). Ela disse que não sabia se meu pai estava vivo ou morto, porque cada um lhe dizia uma coisa - o que é verdade, pois têm pessoas na família que dão corda a esses seus comentários, mas eu procuro sempre trazê-la de volta à realidade.Não sei quem está certo ... até que "melhorou" um pouco quanto à lucidez. Ela andava me chamando de X (minha irmã) todas as vezes que nos encontrávamos, e insistia que a minha filha recém-nascida era filha dela. Quando nós duas ficávamos na frente dela, ela não sabia dizer quem era quem. Pensava que éramos irmãs dela, e coisas assim. Hoje ela já me chama pelo meu apelido, como antigamente, mas mistura realidade e fatos totalmente irreais. Minhas dúvidas: Como saber se ela realmente tem essa doença? Até que ponto valeria à pena levá-la a um tratamento, visto que ela já tem complicações da outra doença e talvez sofresse mais ainda com o esforço e os remédios? O que poderíamos fazer para ajudá-la, visto que parece estar em um quadro bem evoluído? Como agir quando ela tem alucinações e quando ela vê pessoas que já morreram e conversa com elas? Devo continuar a conversa quando ela pensa estar falando com minha irmã e pergunta por meu cunhado, pela sogra de minha irmã, e seus filhos, como se fossem meus?

Veja bem, todos esses quadros podem ser concomitantes. Ela está apresentando uma Psicose, que pode aparecer juntamente com o Parkinson ou como conseqüência da medicação antiparkinsoniana. Da mesma forma, uma Psicose pode sim ser prenúncio de uma atrofia cerebral (por ex. Alzheimer). Da mesma forma o Parkinsonismo também pode prenunciar uma atrofia cerebral. Ele eventualmente pedirá auxílio a um Neurologista.O tratamento será concomitante dos 3 quadros clínicos (que provavelmente representam uma só doença).

Um paciente portador de Alzheimer perde a afetividade pelas pessoas, passando a considerá-las "inimigas". Isso provoca um quadro de angústia para as pessoas que o rodeiam e principalmente para o paciente que se sente num "ninho de cobras". Até q ponto esse sentimento pode interferir no tratamento usual da Síndrome e como pode agravar o quadro?

Um dos sintomas do Alzheimer é sem dúvida o embotamento afetivo. Mas aqui parece se tratar de delírios persecutórios, que, dentro do contexto geral do Alzheimer, são dos sintomas mais "fáceis" de tratar.

P: Minha mãe, 74 anos, está apresentando falha na memória recente causada por uma depressão (quadro leve).

R: Ou é um início de Alzheimer que a está deprimindo ?

Meu marido tem 62 anos e há 5 anos manifestou-se mal de Parkinson, evoluiu rapidamente e hoje ele tem sintomas muito grandes de Alzheimer, isto é possível?

Sim, infelizmente é possível.

Meu pai, que sempre foi tranqüilo e reservado está com 82 anos de idade, e segundo um cardiologista e um urologista aos quais faz visitas periódicas ele está bem. Há 18 meses minha mãe faleceu e veio a depressão. Com o tempo veio a melhora, mas ele se tornou mais emotivo, e certos aborrecimentos provocados pela filha estressada, que mora com ele os deixam perturbado, a ponto de perder o sono, o que provoca pesadelos e até visão acordado no escuro do quarto. Sei que a insônia, em qualquer ser humano é desastrosa para o cérebro, por isso acho até normal as queixas de meu pai.Porém, palpiteiros estão falando em psicose e até lhe deram Haldol. Quando vi aquele homem, que sempre foi tranqüilo dopado por Haldol, virei a mesa. Quando ele se aborrece, fica nervoso e não dorme. Isso é psicose? Seria bom uma visita a um neurologista? Haldol não é droga receitada somente por psiquiatras e para coisas mais sérias?

Neuro ou psiquiatra. Haldol pode sim ser usado em pessoas na idade dele, mas em doses baixíssimas (algumas gotas). Preste atenção pq se ele ainda não tem, pode ser que comece a ter problemas de memória.

Olá! Foi diagnosticado há 5 meses que minha mãe de 71 anos está com um processo degenerativo do cérebro, ao qual denominou Demência vascular cerebral, ela já perdeu parte de reflexos, se tornou muito lenta, bloqueou completamente a mente e não consegue realizar nada em casa, fuma e passa o dia sentada numa cadeira, não consegue se esfregar e se limpar direito quando vai ao banheiro, o médico não falou mas eu acho muito semelhante á Alzheimer. O que vc acha?

Tanto a Demência vascular quanto a Demência de Alzheimer têm como resultado final a perda do funcionamento do cérebro. A diferença é que na Demência vascular a causa é a falta de irrigação do sangue (normalmente por entupimento dos vasos) que leva à morte dos neurônios. Na Demência de Alzheimer os neurônios morrem por um processo diferente, como se eles envelhecessem precocemente. Dra. Paula Nunes.

Minha mãe vai fazer 60 anos em dezembro e está reclamando de perda de memória. Ex: ela começa a rezar e no final não lembra mais como termina a oração. Ela já vem falando de perda de memória desde o começo do ano, mas de pequenos episódios. No início do ano ela teve um problema de coração e teve que fazer uma angioplastia e como conseqüência está com depressão. Ela está cismada que está com mal de Alzheimer. Tem procedência esta sua preocupação ou é por causa da depressão

Pode ser das duas coisas. E como Alzheimer pode ser adiado por uns 5 anos, se tratado logo no início, leve a um neurologista ou psiquiatra com experiência e esclareça o diagnóstico o quanto antes.

Sou Psicóloga e atualmente recebi em meu consultório um paciente de 36 anos, que segundo a família possui diagnóstico de doença de Pick, associado a quadro psicótico(?). Gostaria de solicitar ajuda com relação a literatura desta doença e se possível indicações de locais especializados para tratamento, com finalidade de orientar a família que está bastante desesperada.

Todas as orientações da página de Alzheimer valem para a doença de Pick. Mas aos 36 anos ?

... conforme laudo de tomografia computadorizada do crânio, sexo fem., 81 anos; degeneração de substância branca profunda peri-ventricular compatível com micro leuco angiopatia, alargamento dos espaços liquóricos intra e extra-axiais compatível com involução do parênquima cerebral notadamente na região frontal, sinais de manipulação cirúrgica da calota craniana possivelmente por drenagem de hematoma prévio. Se pode confirmar o diagnóstico estas informações, caso afirmativo a indicação de uso do Exelon, pois ela já apresenta alguns sintomas com esquecimento confusão, e mudança de comportamento tudo isto em alguns lapsos em seguida recupera e fica normal.

O diagnóstico de Alzheimer é clínico e não através de RNM ou CT. Se existe a suspeita, ainda que mínima, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes. O processo pode ser atrasado e muito. Mesmo que seja Arteriosclerose (mas provável, nessa idade). MAs eu não daria o Exelon sozinho, existem umas série de outros medicamentos coadjuvantes.

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