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Tenho 30 anos e nunca falei sobre esse assunto com ninguém, quando tinha 13 anos sofri abuso sexual do meu pai, ele bebia muito na época (agora
não bebe mais) ele nunca chegou as vias de fato, mas quando era de noite todos dormiam em casa ele vinha me tocar e eu
não sabia como agir e fazer (ele pensava que eu estava dormindo), num certo dia minha
mãe me acordou toda nervosa e mandou eu levantar da minha cama e ir dormir com ela. Não sei o que aconteceu até hj, lembro vagamente o que ela disse para
alguém, parece que ele estava nu do meu lado dormindo e bêbado, não sei o que houve, logo depois fui morar com minha tia que vivia no andar de baixo, durante uma época fui perseguida pelo meu pai ele saiu durante um
período fora de si, porque não falei mais com ele durante 3 anos, ele começou a me perseguir nos lugar que eu ia, bebia muito, todos tinha medo que ele fizesse alguma besteira comigo. Na mesma época um namorado de uma prima minha
também iniciou a me seduzir sexualmente e ali aconteceu tudo não entendia muito bem. Hoje namoro com uma mulher faz 8
anos (sempre tive namorados mas nunca me apaixonei de verdade e nunca tive nojo sexualmente), mas sinto que falta alguma coisa na minha vida, atualmente moro fora do país sempre foi o meu sonho, mas sempre me sinto insatisfeita, estou cheias de
dívidas "grandes" no Brasil, sou formada em Comunicação Social, mas sempre fui muito dispersa na universidade demorei quase 10 anos para me formar. Profissionalmente me sinto
frustrada e irrealizada. E mais, com essa minha namorada nunca tive orgasmos, me bloqueio com estou com ela, no iniciou era diferente. E sempre entro na internet para ver homens e fixo sempre no orgãos genitais deles, e sempre sempre me masturbo e tenho orgasmos. Quando vejo cenas em filmes de estupros me revolto muito e me excito muito. Quero me tratar
não sei o q eu tenho. Porque minha namorada e muito nervosa também (ela teve Síndrome
de Pânico), as vezes penso que nossa união foi um péssimo negócio porque ressaltou os nossos problemas, porque quando discutimos somos muito agressivas uma com a outra nos ofendemos.
O que vcs têm a dizer sobre
auto-mutilação? Tricotilomania é uma forma de auto mutilação? Há algo sobre o
assunto no site?
Auto-mutilação não é a
mesma coisa que a Tricotilomania. Especifique melhor do que se trata, para eu poder dar
uma resposta.
Há aproximadamente 4 anos
sofro de Depressão, com sintomas típicos como: falta de prazer nas coisas que faço,
dificuldade de concentração, tristeza, dores estranhas, cansaço, fadiga, sono em
demasia, etc. Mas o que mais me perturba é a presença de um Transtornos Dissociativo
chamado de Desrealização, que é a sensação de irrealidade do meu mundo exterior, como
se tudo fosse estranho e nada fizesse sentido nos meus atos. Por favor, isso tem
tratamento e cura?
A Depressão (e o Pânico)
por si só já pode produzir esse sintoma de Desrealização. Provavelmente com a melhora
da Depressão isso também irá melhorar. Provavelmente não tem nada a ver com
Distúrbios Dissociativos, fique tranqüila (o).
Tenho 24 anos. Sou anti-social,
agressiva, violenta, mau-humorada e vingativa. Só penso em suicídio. Faço tratamento
com Psiquiatra mas não estou melhorando. Ele diz que tenho uma doença do humor.
Todos
dizem que sou igualzinha a meu pai, que nos batia até desmaiarmos. Acho que as pessoas
têm razão. Eu simplesmente não tenho a capacidade de perdoar e as menores coisas me
afetam profundamente. Sou muito, mas muito ansiosa. Coloco a ponta da lapiseira por baixo
das cutículas e arranco as unhas por inteiro. Sou muito perfeccionista e acho sempre que
todos devem ser também. Minha vida é um tormento, uma tortura. Preciso de ajuda,
mas não sei onde procurar. Não agüento mais viver assim. Por favor, me ajude.
Talvez exista mais do que apenas uma
doença do humor, que no caso poderia ser uma Distimia, por exemplo um
Borderline.
Sou uma mulher de 19 anos. Tenho um
namorado, faço faculdade, não tenho amigos, apenas colegas na faculdade com os quais me
relaciono apenas quando é realmente necessário. Tenho pensamentos constantes sobre o
suicídio. Talvez a única coisa que tenha me impedido até agora é o medo de existir um
lugar ainda pior. Não terei filhos, isso é uma certeza. Meu namorado, com quem pretendo
me casar, embora esteja longe de amá-lo, gostaria muito de ter um filho mas parece que
já o convenci do contrário mesmo sabendo que ele será infeliz desta maneira. Não tenho
religião. Não sei se posso dizer que já tentei o suicídio. Por três vezes tentei me
matar mas era muito jovem e não tinha noção do que poderia matar uma pessoa. Ninguém
nunca soube de nada. Recentemente não tenho tentado embora o desejo seja muito
grande. O
suicídio para mim significa o encerramento de uma coisa fracassada que por minha vontade
nunca teria começado. Ultimamente tenho estado muito sentimental, não a
razão. Tudo me
faz chorar e ao mesmo tempo parece que nada mais me emociona nada mais que
comove. Tenho
problemas sexuais. Tenho em minha mente algumas rápidas imagens de coisas que não
sei
bem se aconteceram realmente. Talvez sofrido alguma "experiência sexual
prematura". Eu não sei. Às vezes tenho nojo do sexo, às vezes sinto compulsão
por
ele. Não ouso dizer nada disto a ninguém, nem sei se tenho algum problema psicológico
ou é apenas uma neurose idiota, talvez eu esteja apenas aumentando as coisas. Minha vida
parece estar constantemente caminhando para um abismo e ao mesmo tempo parece não sair do
lugar. Preciso de ajuda! Mas quem poderia fazer isto por mim?
Essas idéias suicidas e as outras coisas
que você descreve podem existir entre outras coisas em casos de abuso sexual. Procure um
profissional com quem você possa conversar no mais absoluto sigilo.
P: Estou . . .
contra a
depressão há um ano sem tomar remédios, as vezes a minhas crises passam e em outros
momentos elas voltam com força total, nos meus dois últimos anos de faculdade eu me
afastei de todos os meus amigos, fiquei agressiva com todas as pessoas e a impressão que
eu tinha todo o dia era que eu estava entrando num lugar diferente, onde eu não conhecia
as pessoas e teria que conquistá-las todas as vezes. Tenho também problemas em
relacionamentos afetivos, tenho medo de gostar de alguém, de ser rejeitada por esta
pessoa, de ela ir embora, mas por outro lado tenho medo de ser tocada e me sinto suja,
tenho lembranças rápidas de quando era pequena sofria assédio por parte de um parente
mas que eu recorde ele não chegou a praticar sexo comigo, será que isso me
traumatizou?
R: Em teoria, provavelmente
sim.
P: As vezes chego a pensar
em suicídio, nunca tentei, mas desde pequena tenho pensamentos desse tipo.
R: Pode ter a ver com o
abuso.
P: Há pouco tempo soube de
um colega que teve uma overdose e fiquei com inveja dele, não consigo entender
porque. A
minha família nem imagina que eu faço analise, e tb não tenho coragem de me abrir
totalmente com a minha psicóloga.
R: Leia as páginas sobre
Abuso Sexual e sobre Personalidade Múltipla (mas não estou afirmando de modo nenhum que
você sofra disso !!!!!!). Quem passou por isso tem mesmo dificuldades de confiar na
Terapeuta.
P: Será que eu preciso tomar
algum medicamento?
R: Pode ser que sim, em
algumas situações específicas.
Este é um relato de
uma terapeuta holística, renascedora e parapsicóloga, para todos os sobreviventes da
síndrome do abuso sexual. Eu mesma passei por essa experiência e em função disto,
desde criança desenvolvi depressão, dificuldades de relacionamento interpessoal e uma
hipersensibilidade sensitiva. Fiz várias terapias, além de psicanálise por mais de
quatro anos. As modalidades terapêuticas que mais me ajudaram foram o Processo
Fischer-Hoffman; as meditações do "Um Curso em Milagres" e outras várias
modalidades de meditação; trabalho criterioso e profundo com sonhos; exercícios
respiratórios; visualização criativa; hipnose; massoterapia; Reiki; Florais de Bach;
renascimento e, principalmente, a Respiração Holotrópica. Passei a desconfiar de
um possível abuso sexual há sete anos, em uma sessão de psicanálise, devido a uma
insinuação muito sutil do psiquiatra nesse sentido. Como não conseguia esclarecer a
questão, a depressão piorou violentamente. Desesperada, usei "ayauasca" (o
chá do Vegetal e do Daime), por seis vezes, e, por ser sensitiva, a situação piorou de
vez. Um dos principais problemas em nosso país, é a falta de informação
adequada, com relação a vários assuntos, e em especial, quanto à questão do
abuso. Adoeci seriamente e procurei modalidades mais naturais e alternativas de cura, mas mesmo
assim, não conseguia esclarecer nada disto. As idéias de suicídio se tornaram muito
mais intensas, freqüentes e devido à tensão, acabei desenvolvendo um mioma uterino, que
provocava constantes e intensas hemorragias. Devido a outros problemas, pedi demissão de
onde trabalhava porque não agüentava mais a pressão e passei por um período de ficar
trancada em casa, que durou quase dois anos. A situação das hemorragias uterinas piorou
a tal ponto que, no ano passado, os médicos me deram um ultimato: fazer uma histerectomia
completa. Como eu não quis fazer a cirurgia, porque a essas alturas tinha certeza que o
problema era de origem psicossomática, optei fazer sessões de Respiração Holotrópica,
para acessar as memórias reprimidas. Eu estava decidida a por um ponto final na dúvida,
na questão do abuso e em todo o sofrimento que isto gerou. Acessei várias lembranças
através da Respiração Holotrópica, de sonhos, recordações espontâneas, e tive
inclusive vivências extra corpóreas relacionadas ao assunto. Voltei a fazer terapia, de
abordagem transpessoal e terapia iniciática. De tudo isso, o que mais doeu foi a atitude
da minha família, que até hoje continua "fazendo de conta" que não aconteceu
nada: ISTO É PIOR DO QUE O ABUSO EM SI. Eu tenho certeza do que ocorreu porque
além de algumas lembranças serem muito claras (a maioria são somente flashs ou
insights); eu fui procurar o médico que me atendia na infância e ele confirmou algumas
situações que recordei, tais como atendimento médico de caráter "urgente e
sigiloso". . . . Em minha família houve dois perpetradores: o próprio pai e isto
começou quando eu era um bebê, e durou até por volta dos quatro anos, quando tive uma
hemorragia. Depois recomeçou quando eu estava com onze anos de idade, logo após a morte
de minha mãe. Durou até os 14 anos, e parou quando eu tive uma crise nervosa. Neste
período, houve situações de abuso sexual da parte de um irmão, seis anos mais velho do
que eu. Depois que comecei a lembrar desse horror todo, as hemorragias uterinas começaram
a diminuir de freqüência e intensidade, e o mioma desapareceu, sem fazer cirurgia e nem
tomar medicamento específico. Guardei os exames médicos. Ainda luto contra a depressão
e outros desafios, e sei que tudo isso é conseqüência dos abusos mas, principalmente,
decorrente do abandono e fingimento das pessoas, ao negarem e agirem como se não tivesse
acontecido nada de mais. . . . Conforme já escrevi, isto é o pior. O restante, vamos
procurando encontrar a cura, o perdão e o equilíbrio interior; com muita coragem,
trabalho árduo, intenso e prolongado; mas sabemos que a liberdade conquistada valerá
todo o esforço. Gostaria muito de trocar e-mails com alguém que tenha passado por
situações semelhantes, para apoio mútuo, troca de experiências e
informações. Grata
pela atenção de todos, em especial ao Dr. Rubens Pitliuk, que me ofereceu a oportunidade
deste espaço. Com todo o respeito e amor. Lígia.
Uma amiga sofre de um
distúrbio bastante incomum. Às vezes ela sofre um surto em momentos inesperados
que se tem por comum ambientes fechados (não apertados) com a presença pessoas
estranhas. De início ela começa a tremer e por instantes perde totalmente a noção do
que se passa. Parece regredir para uma idade infantil só se comunica pelo seu idioma
natal. Duração de aproximadamente 10 minutos. Ela sofreu abuso sexual dos 4 aos 11 anos
de idade. Gostaria de saber se há algum antecedente sobre o assunto.
Sim, esse tipo de reação
é comum e quem sofreu abuso (mas não quero dizer que esse seja o problema dela sem
vê-la). Seria bom procurar uma Psicoterapia.
Oi XX, quem sofreu abuso
quase sempre fica com seqüelas, que podem inclusive ser essas dores de cabeça,
depressões e essa dificuldade de relacionamento. Você deveria procurar uma
terapia.
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