As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Exames neurológicos, resultados de laudos de exames

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Nesta página agrupei as perguntas mais comuns sobre resultados de exames neurológicos, por exemplo resultados de Eletroencefalograma (EEG), Tomografia Computadorizada (TC ou CT), Ressonância Magnética (RM), Cintilografia Cerebral, Ressonância Magnética Funcional, Pet Scan, Spect, etc.:

Não dá para diagnosticar só com o laudo. Os leitores acham que nos mandando o laudo por email, nós conseguimos diagnosticar e sugerir um tratamento. Ficamos chateados porque desapontamos essas pessoas. A avaliação desses exames depende da anamnese (história clínica), queixas, sinais e sintomas do paciente.

  • Muitas vezes um cisto do tamanho de uma bola de ping pong não prejudica a pessoa em nada.

  • Muitas vezes Atividade Irritativa, Anormalidade Paroxística podem significar uma epilepsia e muitas pode não ser absolutamente nada.

  • Muitas vezes calcificações estão no cérebro há décadas, vão continuar lá e não produzem nenhum sintoma. Calcificação cerebral isolada no Brasil, na maioria dos casos significa que a pessoa teve Tênia (Solitária) quando criança e um ovinho da Tênia calcificou no cérebro (Neurocisticercose), sem trazer nenhum tipo de problema.

  • Muitas vezes gliose microleucoencéfalopatia periventricular não quer dizer nada.

  • Muitas discretas alterações no cortico-subcortical de caráter inespecífico são normais.

  • Muitas vezes proeminência dos Sulcos Corticais e Fissuras Sylvianas não provocam nem mesmo enfraquecimento de memória.

  • Muitas vezes Hipersinal nas seqüências em T2 e Flair, na substância branca peri-ventricular e centros semi-ovais, podendo corresponder a leucomicroangiopatia e gliose também não quer dizer nada

  • Muitas vezes Ateromatose das Carótidas, sinais de Hipotrofia Cerebral, Involução Cerebral, proeminência dos Sulcos Corticais e Fissuras Sylvianas, sinais incipientes de Atrofia cerebral são perfeitamente normais em pessoas de mais idade.

Por isso algumas perguntas foram publicadas sem resposta.

Perguntas respondidas por Abram Topcewsky, Paulo Monzillo, Hallim feres Jr. e Rubens Pitliuk

P: OLÁ GOSTARIA DE SABER SE ATRAVÉS DE UM ELETRO DO CÉREBRO O MÉDICO PODE DETECTAR UM QUADRO DE DEPRESSÃO, POIS FIZ UM ELETRO COM UM MÉDICO DA MINHA CIDADE E ELE DISSE QUE ESTOU NUM QUADRO DE DEPRESSÃO.

R: Não, o diagnóstico de Depressão é feito pela história clínica do paciente e não pelo Eletroencefalograma.

Tenho, 29 anos e há uma semana atrás fiz uma TC devido dores de cabeça latejantes do lado superior direito, a qual seguiu o laudo: Cisto de aracnóide na parte esquerda da região Silviana se estendendo provocando compressão no temporal. Gostaria de uma opinião se isto é normal e quais as implicações futuras deste cisto?

ESTES CISTOS SÃO GENÉTICOS! VOCÊ NASCEU COM ELE. ELE ESTÁ LOCALIZADO NO LADO ESQ E AS SUAS DORES SÃO À DIREITA. PROVAVELMENTE , FOI UM ACHADO DE EXAME. ENTRETANTO PROCURE SEU MÉDICO QUE JUNTO COM SEUS DADOS DE HISTÓRIA PODERÁ OU NÃO ESTABELECER UMA RELAÇÃO DE CAUSA E EFEITO. MONZILLO

P: Solicito a gentileza de um esclarecimento sobre o resultado de uma tomografia que me submeti tem 30 dias. Como meu retorno ao neurologista está marcado para julho (convênio), estou preocupada se a espera pela consulta não pode ser prejudicial ao resultado. A conclusão do exame diz: calcificação arredondada na fossa posterior esquerda de aspecto residual. O restante das estruturas crânio-encefálicas estão com características morfológicas e tomodensimétricas sem alterações. Na imagem vê-se nitidamente essa calcificação arredondada bem no centro, acima da testa. Agradeço muito a atenção de vocês e fico no aguardo de uma resposta.

P: O que é Spect Cerebral, como é realizado o exame, qual o radiofármaco utilizado?

R: O Spect é a Cintilografia Cerebral Tomográfica que se destina a avaliar a perfusão cerebral No Hospital Israelita Albert Einstein tem se utilizado o indicador ECD 99mTc. Dr. Abram

P: Boa noite! fiz um exame e o Neurologista disse que tenho Neurocisticercose, mas que o bichinho ou micróbio não esta mais lá só tem as calcificações. Mesmo assim posso ter algum problema tenho problemas com a memória, não lembro das coisas. Tem algo a ver?

P: Gostaria de saber a opinião do Sr. quanto às expressões: "volumosa lesão extra-axial com densidade de líquor, fronto-têmporo-parietal à esquerda com efeito de massa, associada a redução do tecido encefálico correspondente e se comunicando com a cisterna supra-selar; desvio da linha média para a direita e colabamento do ventrículo lateral esquerdo; volumosa lesão extra-axial fronto-têmporo-parietal à esquerda com efeito de massa sugestiva de cisto Aracnóide. Fiz uma Tomografia Computadorizada depois de muita insistência da família, pois há muitos anos apresento fortes crises de enxaqueca, só que ainda não tive coragem de ir ao médico pra levar o resultado.

P: A ATIVIDADE BÁSICA É PERTURBADA POR SURTOS DE PONTAS DE MÉDIA VOLTAGEM NAS ÁREAS TÊMPORO ROLÂNDICAS DE AMBOS HEMISFÉRIOS PREDOMINANDO À DIREITA. CONCLUSÃO: ECG REVELANDO ALTERAÇÃO PAROXÍSTICA AS ÁREAS TÊMPORO ROLÂNDICAS E AMBOS HEMISFÉRIOS PREDOMINADO A DIREITA - SURTOS DE MÉDIA VOLTAGEM. OBSERVAÇÃO 1 : AS ANORMALIDADES ACIMA DESCRITAS ESTANDO O PACIENTE DORMINDO APÓS ADMINISTRAÇÃO DE HIDRATO DE CLORAL. OBSERVAÇÃO 2 A DESCRIÇÃO DO TRAÇADO A CIMA NÃO SE CONFIGURA, ISOLADAMENTE, EM DIAGNÓSTICO. CORRELACIONAR COM OS DADOS CLÍNICOS. GOSTARIA DE OBTER UMA INFORMAÇÃO SOBRE ISSO, LEVEI ELE A UMA NEURO E ELA ME DISSE Q E EPILEPSIA E PASSOU UM MEDICAMENTO PRA ELE TOMAR ( TRILEPTAL) MAIS NÃO TO VENDO MUITA MELHORA ELE CONTINUA FAZENDO AS CRISES, GOSTARIA DE UMA SEGUNDA OPINIÃO. ABRAÇOS .... ELIANE...

R: Como todo achado de Eletroencefalograma, não se pode concluir nada sem correlacionar com o quadro clínico. Portanto nenhum neurologista irá dar uma segunda opinião sem avaliar o conjunto de sinais e sintomas.

P: Gostaria de saber se a Disritmia e a epilepsia são, na verdade, o mesmo problema.

R: São a mesma coisa. É que antigamente se usava a palavra Disritmia (não se usa mais) geralmente para a epilepsia de lobo temporal esquerdo, que não provocava crises convulsivas mas sim sintomas psiquiátricos, principalmente alterações de humor e alucinações visuais. Pitliuk

P: Será que me poderia esclarecer e/ou aconselhar bibliografia acerca do "Paroxismo focal de elementos de caráter irritativo, na região centro temporal direita" - diagnóstico feito a uma criança de 6 anos, que apresenta queixas freqüentes de cansaço, dores de cabeça e hipersensibilidade à luz.

R: A disfunção do lobo temporal do tipo irritativo e causa freqüente de epilepsia de difícil controle. Dr. Paulo Monzillo

P: EEG de uma criança de 4 anos: lentificação da atividade elétrica cerebral; atividade paroxística epileptiforme em regiões temporais de  HCD, com propagação perifocal. Sou Psicóloga e trabalho com crianças, mas tenho tido dificuldade de obter  esclarecimentos de termos tão técnicos e que, no entanto, precisaria  decifrar para poder ter uma orientação para guiar o meu trabalho clínico.  Ficarei imensamente grata.

R: A alteração paroxística sugere um foco irritativo que pode ter como resultado clínico uma crise convulsiva. Existem pacientes que fazem o EEG por vários motivos e em alguns encontramos quadro semelhante sem nunca terem apresentado convulsão. Neste caso deve-se fazer uma análise clínica adequada para se saber se há necessidade de algum tratamento específico. A lentificação como resultado isolado não tem maior significado, mas pode ter importância quando se sucede a uma crise convulsiva. Dr. Abram

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