|
|
P: Hoje foi o meu primeiro
contato com a palavra Distimia e seu significado.
Minha cunhada disse que tenho a doença, mas em toda minha vida o único sintoma
que familiarizei foi a insônia, não trabalho fora e gosto do silêncio da
noite para estudar, ler ,ver um filme. Não tenho filhos e meu marido sai as
seis da manhã para o trabalho. Não preciso estar de pé tão cedo, para
rotinas maternais.
Meu marido teve Depressão e somente minha cunhada e eu demos o suporte
emocional que meu marido precisava para sua cura. Além do tratamento psiquiátrico, claro. Desde
então vejo meu marido como um homem capaz de aprontar uma a qualquer momento, então
preparo-me constantemente para qualquer desgraça anunciada ou não.
Tenho 41 anos e antes da Depressão do meu marido eu era o ser humanos mais
desencucado da face da terra e a vida sempre foi linda. Por mais estranha que fosse, era
sempre linda.
Será que sou Distímica por estar vendo um pouco menos a vida linda? Não a
vejo cinza, não a vejo mais como um céu de Brigadeiro.
R: Distimia significa um estado
depressivo que vem desde a infância. Pelo que entendi, seu estado meio
melancólico começou depois de adulta, portanto tecnicamente não seria uma Distimia.
O que não quer dizer que vc não possa se tratar, lógico
P: Tenho quase 61 anos e
recentemente fui diagnosticado com Distimia, o que explica algumas passagens da
minha vida. Foi um certo alívio, antes eu pensava que simplesmente era assim. A
minha médica me prescreveu Efexor (iniciei com 75 e agora estou tomando 150
mg/dia). Li em algum forum que o Efexor não seria o remédio indicado para Distimia
e também não seria um remédio para tomar durante toda vida (provavelmente eu
teria que tomar pelo resto dos meus dias, e não me importo). (De noite tomo
Donaren). Qual a sua opinião a respeito de Efexor e Distimia? A médica
também me aconselhou terapia, mas não estou com vontade de fazer. Não estou
querendo mudar muito e além disto acho que já estou velho para isso. Tenho
consciência racional dos meus problemas e poderia se argumentar que falta o
emocional. Mas, realmente no momento não quero. Já fiz terapia no passado e não
vi muitos resultados.
R: Efexor pode ser muito eficaz
em Distimia sim. Se não for para você, é só trocar. Se é para o "resto
dos teus dias" ou não, ainda é cedo para se preocupar com isso. Com relação
à terapia, aos 61 anos, em parte vc está certo, em parte não está. Parte do
teu comportamento do dia a dia vem da sua personalidade, mas parte vem da Distimia
e às vezes é bom um terapia para dar uma limpada em comportamentos Distímicos.
P: Olá, tenho 28 anos e tenho
Distimia diagnosticada a um ano e meio, embora tenha sempre sentido, desde a infância,
os sintomas deste distúrbio. Inclusive, já havia passado por tratamentos
psiquiátricos anteriores, sem sucesso, em que se diagnosticava "depressão",
o que eu entendo, hoje, por episódio depressivo. Melhorava com a medicação, deixava
de tomar o remédio, mas depois voltava. Enfim, neste último ano e meio, desde
a detecção de Distmia, tenho me tratado com psicoterapeutas e psiquiatras,
tomando, na maior parte deste tempo, 150 mg de cloridrato de Venlafaxina pela
manhã e meio comprimido de Rivotril à noite. Há seis meses, entretanto, tive
uma mudança de cidade - por conta de meu emprego - ficando mais próxima da família,
e estou prestes a morar junto com meu noivo. O novo ambiente de trabalho, por
incrível que pareça, mesmo sendo mais próximo da minha cidade onde moro, ao
invés de melhorar, piorou. Tive dois acidentes com meu joelho, em curto espaço
de tempo. Desde então, meu quadro piorou muito. Passei a ter insônia crônica
e o tratamento com 150 mg de Cloridrato. de Venlafaxina e o Rivotril não
conseguiu conter esse meu estado. Minha médica pediu, então, que eu passasse a
tomar 225mg do mesmo antidepressivo. Só que, já a 10 dias com essa dosagem, não
sinto melhora no meu estado de ânimo, e passei a sentir efeitos físicos
indesejados, como enjôo, tremores nas mãos, irritação, pressão na nuca.
Continuo com a psicoterapia. Gostaria de uma segunda opinião: Devo sugerir a
troca de medicamento a minha médica, isto tudo é devido aos acontecimentos
atribulados dos últimos meses ou estou ficando "resistente" ao
tratamento? Obrigada.
R: Olha, com tantas opções de
tratamento, por que insistir na Venlafaxina (Efexor, Venlift, Venlaxin) que não
trouxe resultados maravilhosos e está te trazendo colaterais ?
P: Eu era uma pessoa
extrovertida, fazia teatro, dava aulas de violão etc. Estou na Polícia há 28
anos. Desde o meu ingresso, fiquei exatamente com todas as características de
uma pessoa Distímica. Adoro contar piadas (mas não acho graça nelas). Doutor,
por favor me esclareça se o meu problema tem solução com o tratamento
adequado ou se só me livrarei dele quando me aposentar pois o meu mau humor é
24h por dia e não vejo graça em nada. Me ajude por favor.
R: Eu não diria Distimia
porque Distimia vem desde a infância ou adolescência, mas vc pode estar
passando por uma fase depressiva ou por um esgotamento decorrente da vida muito
estressante que algumas profissões costumam ter (principalmente médicos,
policiais e jornalistas). Claro que isso pode ser tratado.
P: Tenho 55 anos e sou Distímica
desde a adolescência. Não me tratei até os 36 anos, quando comecei a fazer
psicoterapia (fiz dos 36 aos 52 anos). Comecei com os medicamentos
antidepressivos a 10 anos atrás, mas tomava durante um período e quando os
sintomas desapareciam eu interrompia o tratamento. Agora estou em tratamento
contínuo a um ano e meio tomando 150 mg de Bupropiona + 150 mg de Venlafaxina 2
vezes ao dia. Os sintomas da Distimia melhoraram muito entretanto a minha memória
está péssima (ela piorou bastante desde que iniciei com esta medicação).
Queria saber a opinião de vocês sobre a causa da perda de memória, se ela
pode reverter e se pode evoluir para algo mais grave, como Alzheimer, por
exemplo.
Se meu psiquiatra não der importância às minhas queixas, posso procurar um neurologista
e fazer um tratamento para a memória, concomitantemente ao uso dos
antidepressivos?
Existe algum trabalho científico que relacione o uso prolongado de
antidepressivos com a perda de memória?
Podem indicar um especialista em distúrbios da memória no Rio de Janeiro?
R: É improvável, mas qualquer
remédio de uso contínuo pode, com o tempo, provocar efeitos colaterais
improváveis, impossíveis, raros. Por outro lado, na ausência de depressão,
stress e Hipotireoidismo, é difícil achar outra explicação para a perda de
memória na tua idade. Alzheimer com 55 anos existe, mas extremamente raro.
Claro que vc pode tratar a memória paralelamente, mas acho que teu médico vai
preferir parar um dos dois antidepressivos de cada vez, para ver se um deles é
o culpado.
P: Olá. Sou uma pessoa infeliz
e insatisfeita com tudo e sempre me senti assim. Não tenho mais vontade de
sorrir nem com piadas. Quando estou com TPM fico insuportável. Tenho altos e baixos, períodos
muito depressiva outros de melhora. Tenho 41 anos e uma Bebe de 2 aninhos. Lendo
seu site deduzi que posso sofrer de DISTIMIA, porque me enquadro nos sintomas.
Estou me automedicando, comecei a tomar PONDERA ( Paroxetina). Também fui a um clínico
geral que receitou medicamentos manipulados fitoterápicos, porém, ainda não
comecei a toma-los. Fitoterápicos podem me ajudar? O que voce acha de continuar
tomando Pondera? Ah! Já fui em psiquiatra viu, decepção total.
R: Pondera é uma das boas
opções para Distimia. Para TPM existem várias opções sem precisar
antidepressivos nem hormônios. Mas Fitoterápicos que eu saiba não existem nem
para Distimia nem para TPM.
|