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P: Temos um aluno (11 anos,
aprendizagem a nível de pós-alfabetização) diagnosticado como Mutismo
Eletivo, desde 2005, reafirmado a cada ano. Família convencional, com outros
filhos, alunos aqui com nível intelectual normal. Diz monossílabos e frases
curtas à mãe. Ambientes familiar, escolar, religioso seguros, antigos. Após
anos, nesta escola, senta-se em grupo, com alunos específicos. Às vezes
apavora-se e foge para casa, nervoso. A mãe autoriza, mas ninguém sabe o
motivo porque faz isso. Nunca falou, na escola. Não desenha, nem calcula, mas
escreve resposta às perguntas feitas a ele. Lê lit. infantil se lhe for dado.
Às vezes copia o dever, outras fica apático, distrai-se facilmente; não usa o
banheiro, nem bebe água ou merenda, mesmo que insistamos. Ultimamente tem dado
riso alto. O diagnóstico não confere com o que pesquisamos... Queremos
entender para solucionar este problema. Estamos certos em duvidar do
diagnóstico? O que ele tem, de fato?
R: Prezada Valéria, o
diagnóstico psiquiátrico se embasa em comportamentos citados por familiares
e/ou pessoas que convivem com a criança. Entretanto, só isso não é
suficiente. O exame clínico e psíquico é fundamental para o entendimento do
caso. Assim e como não vi a criança, creio que a pessoa mais indicada para lhe
tirar estas dúvidas é o próprio médico que a acompanha. Somente ressalto que
as patologias tem formas variadas de expressão e muitas vezes, o material que
encontramos para ler tratarão de uma apresentação apenas: a mais comum.
Atenciosamente, Dra. Susan.
P: Tenho um filho de 7 anos,
quando menor era muito ativo e teimoso, hoje ele é apenas um pouco teimoso, na
época levei a uma excelente neuropediatra e a mesma disse que eu observasse
melhor e que ele não era hiperativo. Hoje o que noto é que ele tem dificuldade
de amizades e quando eu levo para a escola ele fica falando sozinho e mexendo
com as mãos e eu pergunto o que ele tá fazendo e ele diz que é contando
histórias. Na aprendizagem dele é normal e as professoras no colégio diz que
ele se comporta normal. Essas histórias que ele conta sozinho é normal? Quantos
as amizades devido ao meu trabalho já moramos em vários lugares e ele já
estudou em alguns colégios, tem alguma coisa a ver?
R: Prezado Francisco, somente
com estes dados e sem ver a criança, é impossível responder a sua pergunta. O
ideal é levá-lo a um especialista, que pode ser um psicólogo terapeuta
infantil, para avaliá-lo. Dra. Susan.
P: Meu filho de 9 anos começou
a ter muito medo; de repente passou a ter crises de agressividade a noite e se
recusar a dormir foi medicado em uma dessas crises com Haldol e Fenergan injetável, levamos
ao psiquiatra e ele disse que meu filho tem Esquizofrenia e receitou Risperidona
e Amplictil não tenho notado melhora ainda (01 semana de uso) e esta tendo
muita dor de cabeça. Quanto tempo demora para o remédio fazer efeito? o Dr.
acha que ´só por esse quadro pode ser diagnosticado como esquizofrenia?
R: Prezada Magda, somente estes
dois sintomas não fazem diagnóstico de esquizofrenia que, na idade de 9 anos,
é extremamente rara. Melhor conversar com o médico que o está acompanhando.
Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni.
P: tenho um filho de 04 anos,
muito inteligente. adora ver revistas, livros, tudo o que contenha letras e números, apesar
de não falar nunca olha nenhuma de cabeça para baixo e acompanha cada palavra
no dedo letra por letra. não temos diagnostico final, mas achamos que seja autismo. tenho
também uma filha de 02 anos e esta em uma creche para desenvolver as características
dele. ele não aceita porta aberta, nem sair de casa e uma tortura para ele. então
devo força-lo, levando ele para sair de casa. mesmo após isso ficar mais
nervoso e trêmulo, ou devo esperar ele ter mais um pouco de idade? como devo
agir com ele? ficarei grata em ter essas respostas!
R: Prezada Silvia, o ideal é
você procurar uma terapeuta para que esta possa te orientar em como agir com
ele, pois cada criança é diferente e com algumas deve-se forçar; com outras
não. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
P: meu filho tem Esclerose Tuberosa, ele
tem 3anos de idade; Começou a andar com 1ano e meio mas ainda ñ fala. ainda ñ
conseguir um tratamento com o Fonoaudiólogo. quero saber se é normal as
crianças que tem essa doença ñ falar e se ñ será que ele ainda poderá
falar algum dia?
R: Cara Clecia E importante se
saber se ele entende o que se lhe fala. Se a compreensão for boa pode-se
aguardar sem maiores estresses. E interessante que comece a freqüentar escola
para ficar em contato com outras crianças o que poderá facilitar o
desenvolvimento da fala. Fonoaudióloga é realmente necessário o mais breve
possível para uma estimulação mais adequada As ordens Dr. Abram
P: Tenho um filho de 7 anos com
problemas mentais. Foi diagnosticado como autista, tem bastante atraso mental.
Não consegui mante-lo na escola, ficou 3 anos e meio com muitas dificuldades e
problemas na escola, pois ele agredia muito as crianças e até aos professores. Agora
ele resiste e só conseguiria leva-lo dopado. Estou muito infeliz com isso o que
posso fazer.
R: Prezada Karina, o intuito do
tratamento medicamentoso é o controle comportamental e não dopá-lo. Quando
pequenos, os autistas podem ser agressivos e a medicação os ajuda a se
controlar. Pior para ele, nesta fase do desenvolvimento é ficar sem ir à
escola do que tomar um remédio, principalmente no autismo, onde temos um
problema sério no desenvolvimento da capacidade de relacionamento. Converse com
seu médico sobre a tentativa de outras medicações, que não o deixem sedado
mas insista nisso, para que ele possa treinar a habilidade de se relacionar com
os outros, ainda pequeno. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
P: Minha filha, há, mais ou
menos,2 meses, tem apresentado várias atitudes repetitivas e estranhas: acha
que todas as pessoas são gordurosas e não admite que ninguém toque nela, a
não ser sua babá e uma amiguinha (com outras crianças, ela também não se
chateia),mas basta um adulto tocá-la, que ela chora muito e lava-se por muito tempo; seus
banhos são muito demorados, a todo momento está lavando mãos, pés e os
órgãos genitais, quer sempre vestir as mesmas roupas e um único calçado. Ela
tem 7 anos. O que faço?
R: Prezada Mirian, estes
comportamentos devem ser melhor examinados por um especialista da área de
psicologia ou psiquiatria infantil. São pensamentos exagerados de preocupação
com limpeza, que merecem melhor investigação. Atenciosamente, Dra. Susan
Mondoni.
P: Boa noite, ando passando por
grandes dúvidas e peço uma luz para vcs. Meu marido tem 35 anos e por duas
vezes na adolescência foi internado de modo de não conseguir lavar o próprio
cabelo de tanta medicação q tomava, ele me diz q o diagnóstico era de
transtorno bipolar depressivo,q tinha delírios q o apresentado do jornal falava
direto com ele e q podia saber o q as pessoas pensavam, achava q estavam sempre
conspirando sobre ele. Bom hoje ele não faz uso de nenhum medicamento tem altos
e baixos mas não é agressivo fisicamente com sua família ate podemos ter
brigas de xingamento bem feias mas nunca ele teve uma reação de se colocar em
mim nem no filho. Bom minha maior preocupação vem sendo nosso filho de 4 anos
e meio pois tenho muito medo da genética a qualquer sinal eu me preocupo muito,
ultimamente ele tem dito q tem medo de tudo e coisas q sempre fez como ficar no
quarto por horas sozinho vendo desenhos ele não fica prefere ficar vendo novela
a ter q ficar sozinho, não quer nem ir no banheiro mesmo estando a luz acesa
já perguntei se alguém lhe assustou ele diz q não e me da respostas confusas
como a nossa casa ta de cabeça pra baixo. Outro dia ele estava sentado do meu
lado e passou a mão na cabecinha e disse alguém puxou meu cabelo. Por favor me
ajudem sei e espero q isso tudo seja so uma faze e q eu por ser zelosa esteja
mais preocupada do q precise, Deus abençoe o trabalho de vcs e suas famílias.
R: Prezada Liziane, as
crianças pequenas podem ter períodos de medos infundados e manifestarem
reações estranhas a partir disso. Entretanto, sabemos também que a genética
do bipolar é uma das mais bem estabelecidas. Assim, sugeriria a você fazer uma
avaliação na criança com um profissional que a fosse acompanhando no seu
desenvolvimento. Não seria o caso de psicoterapia, mas de alguém que pudesse,
de tempos em tempos vê-lo, só pra ver como vão se desenvolvendo as coisas.
Esta seria a melhor forma preventiva neste caso. Atenciosamente, Dra. Susan
Mondoni
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