As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Já fui bulímica; pois eu estava um pouco acima do peso, isto começou quando eu tinha uns 17 anos, pois a minha irmã vivia me chamado de baleia e dizia que ninguém gostava de mim pois eu era gorda e feia e que ela era bonita e magra, tudo isto me machucava muito pois eu queria ser igual a ela. E foi aí que comecei a forçar o vomito, em todas as refeições, um ano de depois eu não precisa mais nem enfiar o dedo na garganta pois já sai sozinho, eu comia muito mesmo e logo depois vomitava. Aos 21 anos eu estava pesando 53 quilos para 1.73 alt. e continuava na mesma. Casei, engravidei e tive enjôos até o sexto mês de gravidez, então eu quase não comia, quando eu ganhei o meu filho, fiquei mas magra mas não vomitava mais, pois comia pouco, fiquei depressiva, não dormia quase a noite pois eu achava que meu filho iria morrer se eu dormice, depois eu mesma comecei a mudar a minha mente, que antes de qualquer coisa eu tinha que me amar, pois ninguém iria fazer isto por mim, e cada dia que se passa e uma conquista para mim, hoje dou muito valor em mim, pois eu conquistei tudo isto com o meu esforço e com Deus em meu coração. Claro que de vez em quando a tentação e grande quando como um pouco a mais, so que hoje eu paro para pensar, o que eu não fazia antigamente. Hoje tenho 34 anos, sou muito feliz, tenho dois filhos e um esposo que os amo muito. Espero que o meu depoimento possa ajudar a alguém, como eu pude me ajudar. 

Eu tinha um corpo bonito e perfeito ate que chegou a maldita hora em que eu me achava gorda. Desse dia em diante eu so pensava em emagrecer não queria sair. não queria me divertir. Eu queria fazer regime, mas não conseguia porque eu queria comer...comer...e eu comia depois vinha a culpa e eu ia vomitar. E depois eu achava que tinha engordado aí eu ia fazer o meu jejum absurdo onde eu passava o dia todo sem comer nada. Até que aos poucos eu fui ficando magra e fraca todos falavam mas eu não acreditava. Até que eu fiquei doente uma doença inexplicável e com essa doença meu corpo ficou ainda mais debilitado e eu fiquei com baixa resistência. Aí eu tinha que parar com esse regime, aos poucos fui parando e agora estou muito bem. Como o essencial e continuo com o mesmo corpo magro...Agora eu sou mais feliz saio como o que eu quero...E so me curei por vontade própria pq eu não havia contado pra ninguém...ENTÃO SE VC QUER SE CURAR O MELHOR É VC TER FORÇA DE VONTADE E SER DECIDIDA..SE MESMO ASSIM NÃO CONSEGUIR PROCURE A AJUDA DE SEUS PAIS E ELES TE AJUDARÃO....

Olá. Há um bom tempo (aproximadamente quatro anos) procurei o site, li vários depoimentos e me identifiquei com muitas pessoas. Não me lembro de ter lido depoimentos positivos, de pessoas que haviam se recuperado da bulimia, um texto que li alegava que depois que melhoravam as pessoas evitavam lembrar do período ruim que tiveram. Foi então que veio o desejo de deixar um depoimento aqui, caso um dia me recuperasse. Ousadia sempre foi uma característica marcante em mim e sempre me senti responsável em retornar experiências boas, podendo, talvez, fazer diferença na vida de alguém.

A Doença

Começou aos 17 anos e se agravou quando morei fora pra estudar. Na verdade, já aos 12 anos fiz meu primeiro regime e dali em diante nunca estive satisfeita comigo e sempre com a auto-estima baixa. O vômito me aliviava, sentia-me livre de toda a gula cometida, daquele peso no estômago, como se tivesse a chance de recomeçar, de limpar o período que comi desesperadamente. Por outro lado, me sentia fraca, culpada, com dor de cabeça e infeliz por ser escrava da bulimia, da compulsão e não me sentir “normal”, de gastar um dia todo apenas pensando em comer, me sentindo deprimida e querendo me livrar dessa culpa. Era obcecada pela idéia de emagrecer pra ser aceita pela sociedade, não respeitando minhas vontades, limites e necessidades. Achando que para ser magra bastava força de vontade e me sentia inferior aos outros por achar que não a possuía.

A Necessidade de Buscar Ajuda

Estava infeliz, ciente que estava doente e precisava me tratar. Tinha vontade de parar, de simplesmente sentar na sarjeta e ficar por lá, parar o ritmo louco da minha vida, me livrar das pressões que eu mesma me impunha e do modelo perfeccionista que eu não conseguia alcançar. Procurei então uma psiquiatra, queria tratar minha depressão e isso poderia falar aos outros sem a necessidade de assumir a bulimia e me expor, afinal eu não queria. Consegui então pedir ajuda a família, alegando apenas depressão. Tomei coragem e contei a psiquiatra à verdade sobre a doença.

O Tratamento

Desde então (há quatro anos) tomo antidepressivos, o que tem me ajudado bastante e me tirou a falta de vontade de viver. É claro que os altos e baixos são naturais, nem sempre estou sorrindo e achando tudo lindo, mas há mais de três anos não provoco mais vômitos. Um ano após começar tratamento com a psiquiatra e depois de muito ela sugerir, resolvi procurar uma psicóloga. Minha primeira sessão foi engraçada, cheguei lá cheia de perguntas, querendo saber quanto tempo eu levaria pra ter resultados, toda ansiosa e querendo uma solução do dia pra noite. Aos poucos compreendi que era preciso mudar minhas atitudes para não me machucar, e que os hábitos de uma vida inteira não são mudados tão facilmente.

A Recuperação

O resultado veio aos poucos, embora com o início do uso de antidepressivos a melhora foi grande e visível, parei de me lamentar como sempre fazia e de sentir aquele vazio fora do comum. Aos poucos estou me culpando menos e sendo menos rigorosa comigo, menos orgulhosa e aceitando que cometer deslizes é humano. Ainda tenho dificuldade de distinguir quando eu estou comendo por fome, por gula ou simplesmente pelo prazer de mascarar minha frustração. Hoje minha auto-estima é bem maior, me imponho mais, me aceito mais e acredito ser digna de ser amada pelo que eu sou, é difícil não ser severa comigo mesma, mas estou treinando e progredindo a cada dia. Atualmente tenho controlado bem a alimentação e às vezes me sinto inquieta e triste, mas é uma tristeza é boa, me sinto feliz por enxergar os problemas de frente ao invés de me auto-destruir e me senti culpada e mal por isso. Tento buscar alternativa como massagem, caminhada ou qualquer coisa que me dê prazer, até mesmo parar e ficar quietinha respirando com calma, para substituir o jeito de me livrar da ansiedade.

Conclusão

Aceitar a doença e buscar soluções é o caminho. Não existe fórmula mágica. Hoje, não quero “comer” mais minhas frustrações e minha sensação de ser inferior e baixa auto-estima. Para mim, cada passo é uma conquista. Hoje cada mudança de atitude minha, que passa a me colocar em primeiro lugar, é uma vitória. Respeitar seus limites, se auto conhecer e procurar ajuda são a chave. Muita Paz e serenidade na luta de vocês e tenham certeza, VOCÊS SÃO CAPAZES DE DAR A VOLTA POR CIMA.

Sol

lá para todas !!!! meu nome é juju eu não me considero uma pessoa gorda, porém eu queria ter menos de 60kg ... tem alguma tempo que eu comecei e depois coloco tudo pra fora...
eu cheguei a pesar 70kg tenho 1,70 de altura hj eu peso 62kg mais mesmo assim eu me considero uma pessoa gorda.
Comecei a vomitar quando eu tinha 70kg eu estava desesperada e não sabia o que fazer...
Mas um dia eu estava lendo uma revista e encontrei uma reportagem que falava sobre a bulimia, aquilo pra mim foi uma luz no fim do túnel. A partir daquele dia eu comecei a vomitar tudo que eu comia, pra mim é bom fazer isso, pois tira um peso enorme da minha consciência...dá uma sensação de liberdade. Mas hj eu me sinto mal por isso, se eu comer e não vomitar me sinto triste ...mas isso já está me prejudicando pois eu sinto um enjôo muito grande não posso nem beber água às vezes, pois me sinto mal eu não sei oq fazer pra parar, eu já parei algumas vezes mais sempre volto a vomitar de novo. Mas acho que um dia eu pare mais também espero que esse dia não demore muito a chegar...pois não sei quais seqüelas eu terei com isso no meu futuro...

Tb sofro de bulimia tenho cicatriz na mão de tanto forçar vomito a + ou - três anos q tenho está doença começou com minha mãe colocando em minha cabeça q eu estava gorda falou tanto q fiquei bulímica, minha mãe tb tem bulimia desde os 14 anos ela sabe q tb sou mais uma fingimos q não sabemos q a outra tem. Tem dias q me sinto depressiva pq sou assim, será q sou louca, pq tantas pessoas são magras sem forçar nada. Meu namorado mesmo eu estando magra fica brincando q estou gordinha (ele não sabe q eu tenho contei q minha mãe tem mas não de mim) fico c raiva e vomito mais. Não quero me tratar so quero desabar pois não tenho ninguém p contar o q eu tenho queria q minha mãe curasse pois não quero q ela fique doente pq eu amo muito ela eu quero ficar assim estou feliz magra não quero ser gorda.

Olá meu nome é Karina, o que eu tenho em comum com todas vocês é a bulimia, minha doença começou aos 17 anos, mas ninguém sabia, só algumas amigas do colégio. A minha infância toda eu era gordinha, algumas pessoas me davam apelidos por causa disso e podem não acreditar, mas uma vez saindo da academia veio passando um senhor e disse que eu era muito feia. Então a partir daí decidi começar a fazer dieta. Dieta pra valer foi em 1997, quando comecei a comer menos, minha mãe começou a ver a minha vontade de emagrecer e decidiu me ajudar em uma dieta saudável. Mas foi aos 17 anos que eu comecei a parar de me alimentar nos horários corretos. 
No auge do 17 eu estava me sentindo muito gorda, sem a capacidade de encontrar um namorado, pois minhas amigas todas tinham um paquera menos eu a gordinha da turma que ao mesmo tempo era chamada de dragão pelos meninos que diziam ser meus amigos. 
Minhas amigas do colégio começaram a perceber que eu comia e ia em seguida alguns minutos antes de terminar o intervalo ao banheiro e isso começou a vir com mais freqüência e eu sempre dizia que ia ao banheiro por que me dava vontade e não queria ir no meio da aula. 
A cada dia que passava eu queria mais e mais, queria ficar mais magra, pois minha roupas pareciam ficar horríveis em mim, parecia uma baleia em um resto de tecido, mas na verdade não sabia que estava me acabando. Depois de quase um ano em que a bulimia se manifestou , ninguém sabia na minha casa, quando minha mãe uma vez me viu vomitando eu disse que estava passando mal e que a comida não havia me feito bem e ela acreditou em mim, até me deu um remédio, no qual eu joguei fora em seguida. 
Meu segredo acabou quando meu irmão que é médico me flagrou vomitando mais de uma vez , então contou para os meus pais, eles queriam que eu começasse a me tratar, mas em momento nenhum eu quis.  Alguns anos se passaram e eu entrei na faculdade, arranjei um namorado, estava de cabeça nessa relação, mas algo muito grave aconteceu no final do mês de outubro de 2004, ele terminou comigo e foi aí que a minha bulimia se agravou, pois de bulimia, surgiu a anorexia, minha mãe viajava e eu passava o final de semana sem comer absolutamente nada, até que um dia eu cheguei a desmaiar na universidade, e a preocupação pairou sobre todos. Outro dia todos haviam saído de casa e eu conversava com amigos, quando fui buscar um pouco de água para um deles eu outra vez desmaiei, mas minha mãe viu a coisa séria quando ela chegou do Forum e eu andava tonta pela casa , até que eu desmaiei de novo, minha avó se assustou também, pensei que seria o fim, pois minha mãe disse que me pegava e eu estava gelada, tive que ir urgentemente ao médico, quando acordei estava tomando soro e ao mesmo tempo me tremendo toda. Não tive outra escolha a não ser a fazer o tratamento, onde tive todo apoio da minha família e amigos, pois quando cheguei a esse extremo, estava pesando 48kg, sendo que no inicio eu pesava 67 kg. O tratamento era para ser feito durante um ano, mas só fiz seis meses então a bulimia voltou, nesse tempo de tratamento, cheguei a pesar uns 57 a 58 kg, mas hj ainda tenho bulimia e peso 54kg, e as conseqüências ficaram como a insegurança, mudança de humor repentino, tontura, a falta de um pouco de esmalte em meus dentes e um pouco de tremedeira. 
Ainda não obtive uma cura total, meu pais já tentaram mais algumas soluções, mas ainda sem sucesso , continuo com a doença. 
Gostaria de fazer um apelo, a vocês meninas que tem um forte desejo pela magreza, não entrem nessa, pois eu ainda estou tentando sair, e espero com certeza ter um final feliz. Obrigada pela oportunidade e contar um pedaço da minha vida. 

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